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Manaus
tráfico de drogas

Guerra entre facções criminosas deixa população de Manacapuru apreensiva

Em um dos atentados de quarta-feira (12), que deixaram dois mortos, uma criança de dois anos foi atingida. Polícia Militar aumentou efetivo para garantir a ordem na cidade 14/10/2016 às 05:00
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Jhonatas Bandeiras é suspeito de iniciar tiroteio e nega ser pistoleiro de facção criminosa (Foto: Euzivaldo Queiroz)
Joana Queiroz Manacapuru (AM)

Moradores da cidade de Manacapuru (a 88 quilômetros de Manaus) estão sendo afastados  das ruas, principalmente durante a noite, por  traficantes de drogas, homicídios e tiroteios entre grupos rivais que se intitulam integrantes de facções criminosas de Manaus, além de ameaças de confrontos e morte postados em redes sociais.

Ontem o clima de insegurança tomou conta dos moradores e até de autoridades que não sabem o que fazer para conter a onda de crimes  depois que duas pessoas foram executadas e duas ficaram feridas gravemente, todas da mesma família.

A autônoma Camila da Silva, 28, disse que na noite de quarta -feira para quinta-feira as ruas ficaram vazias, as pessoas se recolheram mais cedo temendo um novo confronto. “Não sabemos direito o que está acontecendo, mas  nas redes sociais é uma briga entre traficantes da Família do Norte (FDN) e de uma tal de PCC”, diz Camila.

O medo é maior por conta de postagens em redes sociais de que supostos criminosos da facção FDN  estariam indo de Manaus para matar integrantes do PCC. A polícia está tentando identificar os autores das postagens.

As vítimas fatais são Diego Maradona Bandeira de Souza, o “Diego Olhão”, 27,  morto na terça-feira em frente à casa da namorada dele, no bairro Liberdade. O segundo crime aconteceu no fim da tarde de ontem, no bairro São José. Desta vez, a vítima foi um homem identificado como Anderson Naúna Pedroza Feitoza, 27, uma espécie de “segurança” do traficante Jhonatas Bandeira, o “Joaninha”, que é irmão do Diego.

Naúna foi morto quando retornava do enterro de “Olhão”. Ele estava em uma motocicleta fazendo a segurança de Jhonatas e a família que estava em um Gol de cor escura.  Os tiros foram disparados em direção ao carro e atingira  a filha e o primo de Jhonatas. Um dos pistoleiros Marco Antônio da Silva Ataíde, 23, foi ferido com um tiro no braço e preso em flagrante quando recebia atendimento no hospital da cidade, depois de ter sido deixado lá por um motociclista ainda não identificado.

De acordo com informações da polícia, o primo e a filha de Olhão foram atendidos inicialmente no hospital da cidade e depois transferidos para a capital e não correm risco de morte. A criança levou um tiro no abdome e a bala ficou alojada no corpo dela, mas foi retirada mediante uma cirurgia.

Reforço

A situação, além de intimidar a população, está incomodando as autoridades de segurança. O secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, enviou uma equipe de polícia judiciária para auxiliar nas investigações. “Tenha a certeza que esses criminosos serão identificados e presos”, prometeu Fontes.

Nesta quarta-feira (13), o comandante de Policiamento Especial (CPE) da Polícia Militar, Cleitman Coelho, disse que enviou duas equipes da Ronda Ostensiva Cândido Mariano (Rocam) para reforçar o policiamento na cidade de Manacapuru. 

No fim da tarde, o comandante do 9º Batalhão de Manacapuru, André Gióia, disse que a situação estava mais calma  e desde o início da manhã a Polícia Militar está fazendo policiamento nas ruas montando barreiras nas ruas abordando carros e motocicletas à procura de armas e droga.

Blog: Vitor Fonscesa

Promotor do município

"Desde ontem (12) que o clima em Manacapuru está muito tenso, há o medo de sair de casa, as pessoas estão assustadas,  por conta dos boatos. Há muita fofoca pelas redes sociais,  mensagens de áudio, pessoas querendo saber quem são os mandantes, quem são as vítimas.  Hoje (13) quando chegamos para trabalhar havia uma certa tensão no ar por conta das execuções sumárias que aconteceram na cidade nas últimas hora.  Não podemos afirmar se a motivação é por conta do tráfico de droga. Estou nessa promotoria desde o dia 25 de abril deste ano e durante esse período ofereci 170 denúncias criminais e, destas, umas 18 foram contra pessoas envolvidas com o tráfico de droga. Também não posso afirmar se elas pertencem a alguma facção criminosa ou não".

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