Segunda-feira, 16 de Setembro de 2019
Manaus

Há vagas para cirurgia, mas falta paciente

SUS tem vagas em Manaus para a realização de cirurgias de redução de estômago, mas rede básica não está estruturada



1.jpg Número de cirurgias bariatricas aumentou na rede pública, mas ainda há vagas ociosas conforme cirurgião bariátrico
09/10/2013 às 07:53

Ao todo, 54 cirurgias de redução do estômago foram realizadas na Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) desde que foi implantado o Programa de Assistência Integral aos Portadores de Obesidade Mórbida que, neste mês, completa dois anos. Foram 31 procedimentos feitos este ano, ultrapassando o número de cirurgias no primeiro ano do programa (23).

Para o especialista em cirurgias bariátricas, Márcio Cortez, que faz parte da equipe do programa, o número é significativo, mas a caminhada é lenta até a cirurgia. Segundo o cirurgião, um dos fatores que poderiam dar mais celeridade para que o número procedimentos pudesse aumentar, seria a preparação dos pacientes com obesidade mórbida, público-alvo das cirurgias bariátricas, ainda na rede de atenção básica da saúde.

“O programa está implantado e temos conseguido operar os pacientes obesos, porém, de uma forma lenta. Podemos operar mais pacientes, mas esses pacientes precisam estar preparados e a reestruturação da rede de assistência primária da saúde é fundamental”, justificou Cortez durante a abertura da 1ª Semana de Combate à Obesidade em Manaus, promovida pela recém-criada Associação dos Obesos e Operados Bariátricos do Amazonas (Assoam).

De acordo com a FHAJ, em média, demora seis meses para a realização da cirurgia bariátrica. Isso porque os pacientes que são encaminhados ao programa passam por uma série de avaliações com uma equipe multidisciplinar formada por endocrinologista, nutricionista, psicólogo, cardiologista, ortopedista, pneumologista.

É nesse processo pré-cirurgia que os pacientes com obesidade mórbida são avaliados para que a equipe determine quando eles estão aptos a passarem pela cirurgia. E dependendo da avaliação dos médicos, a demora por levar mais de um ano porque, em alguns casos, os pacientes não tem um acompanhamento.

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), o número de cirurgias bariátricas feitas no Brasil aumentou quase 90% nos últimos cinco anos e chegou a 72 mil em 2012. De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 6.029 foram feitas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).


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