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Helicóptero usado na Copa não está sendo utilizado para combater o crime em Manaus

Equipamentos de segurança que ficaram como legado do Mundial na capital não estão utilizados, como no caso do helicóptero que já apresenta problemas 17/09/2014 às 11:52
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Secretaria de Segurança se limitou a dizer que o aparelho, comprado com recursos das Senasp, estava com problemas
Joana Queiroz ---

Mundo 2014 para o Amazonas e poderiam otimizar o trabalho da polícia não estão sendo utilizados para combater o crime. É o caso do helicóptero, com câmeras termais e capacidade para identificar o alvo a longa distância, que não foi usado pela polícia na caça aos criminosos que assaltaram a agência do banco Itaú, na avenida Brasil, no bairro da Compensa, Zona Oeste, de onde levaram R$ 680 mil.

O bando fugiu sem ser perseguido e até o final da tarde de ontem ainda não tinha sido identificado pela polícia e nem o dinheiro roubado foi recuperado. Durante 40 minutos o trecho da avenida Brasil onde o banco está localizado ficou totalmente obstruído por dois ônibus que foram colocados estrategicamente para impedir a passagem de outros veículos enquanto o assalto acontecia.

Segundo o Secretário de Estado da Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, a aeronave não foi usada porque está com problemas. O assalto ao Itaú está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) e pela Secretária de Executiva Adjunta de Inteligência (Seai). Ontem pela manhã o titular da DERFD, Orlando Amaral, disse que iniciou as investigações, mas ainda não tinha nenhuma pista dos assaltantes. “Estamos aguardando que a direção do banco nos forneça as imagens do circuito interno da agência e que vai ajudar as investigações”, disse Amaral.

O delegado disse que instaurou inquérito, foram ouvidos os funcionários e vigilantes que estavam no momento do assalto, e os motoristas, mas mesmo assim não há pista dos ladrões. Segundo o delegado, assaltantes vestidos com roupas semelhantes a uniformes do Exército e mascarados chegaram bloqueando as ruas, enquanto outros, armados com uma marreta de ferro já foram quebrando os vidros da porta principal do banco.

Ainda segundo o delegado, os ladrões renderam os funcionários usando armas de grosso calibre longas que podem ser fuzis ou espingardas calibre 12. Para Amaral, os assaltantes são de outros Estados, mas a ação teve apoio de criminosos daqui.

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