Quinta-feira, 02 de Julho de 2020
Manaus

Helicóptero usado na Copa não está sendo utilizado para combater o crime em Manaus

Equipamentos de segurança que ficaram como legado do Mundial na capital não estão utilizados, como no caso do helicóptero que já apresenta problemas



1.gif Secretaria de Segurança se limitou a dizer que o aparelho, comprado com recursos das Senasp, estava com problemas
17/09/2014 às 11:52

Mundo 2014 para o Amazonas e poderiam otimizar o trabalho da polícia não estão sendo utilizados para combater o crime. É o caso do helicóptero, com câmeras termais e capacidade para identificar o alvo a longa distância, que não foi usado pela polícia na caça aos criminosos que assaltaram a agência do banco Itaú, na avenida Brasil, no bairro da Compensa, Zona Oeste, de onde levaram R$ 680 mil.

O bando fugiu sem ser perseguido e até o final da tarde de ontem ainda não tinha sido identificado pela polícia e nem o dinheiro roubado foi recuperado. Durante 40 minutos o trecho da avenida Brasil onde o banco está localizado ficou totalmente obstruído por dois ônibus que foram colocados estrategicamente para impedir a passagem de outros veículos enquanto o assalto acontecia.



Segundo o Secretário de Estado da Segurança Pública, Paulo Roberto Vital, a aeronave não foi usada porque está com problemas. O assalto ao Itaú está sendo investigado pela Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (DERFD) e pela Secretária de Executiva Adjunta de Inteligência (Seai). Ontem pela manhã o titular da DERFD, Orlando Amaral, disse que iniciou as investigações, mas ainda não tinha nenhuma pista dos assaltantes. “Estamos aguardando que a direção do banco nos forneça as imagens do circuito interno da agência e que vai ajudar as investigações”, disse Amaral.

O delegado disse que instaurou inquérito, foram ouvidos os funcionários e vigilantes que estavam no momento do assalto, e os motoristas, mas mesmo assim não há pista dos ladrões. Segundo o delegado, assaltantes vestidos com roupas semelhantes a uniformes do Exército e mascarados chegaram bloqueando as ruas, enquanto outros, armados com uma marreta de ferro já foram quebrando os vidros da porta principal do banco.

Ainda segundo o delegado, os ladrões renderam os funcionários usando armas de grosso calibre longas que podem ser fuzis ou espingardas calibre 12. Para Amaral, os assaltantes são de outros Estados, mas a ação teve apoio de criminosos daqui.


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