Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
Manaus

História abandonada: Casarões que marcaram tempos antigos vivem carregados de descaso

O imóvel de número 472, localizado na avenida Joaquim Nabuco, Centro, é um exemplo. O que antes era um conhecido casarão pertencente a uma família portuguesa, hoje é apenas uma construção com a estrutura seriamente comprometida



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O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.
04/07/2015 às 13:55

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Caminhar pelo Centro Histórico da capital é uma viagem ao passado, no entanto, algumas paisagens podem revelar um presente carregado de descaso. É o caso de imóveis com fachadas históricas que vem se deteriorando com o tempo e ainda pertencem a pessoas vivas.

O resultado da atitude é a insegurança por parte de moradores que convivem próximo a esses locais praticamente abandonados.

O imóvel de número 472, localizado na avenida Joaquim Nabuco, Centro, é um exemplo. O que antes era um conhecido casarão pertencente a uma família portuguesa, hoje é apenas uma construção com a estrutura seriamente comprometida.

É o que conta o responsável por um estacionamento, Marcos Brito, 59. Ele paga um aluguel ao atual dono do local – identificado apenas como “José” – e contou um pouco sobre a história da residência.

“Aqui morava a família Grosso, de Portugal. O pai da família era dono de uma padaria e gostava muito de festas. As pessoas contam que toda semana essa casa ficava cheia de gente. Ele morreu e a casa foi vendida, porém o dono não mora aqui”, relatou Brito.

Descaso

Um resultado visível da falta de reformas no imóvel é a perda de aspectos históricos da estrutura. Trepadeiras, mato e vários objetos hoje tomam conta do local. O assoalho de madeira, que antes sustentava o piso da residência, está com a base em decomposição, assim como tijolos que cobrem uma antiga entrada e janela e a tinta descascada das paredes.



A comerciante Marta Soares, 45, afirma que a situação é ainda pior em outras duas casas ao lado do casarão. Uma delas, por exemplo, ainda possui uma placa indicando uma antiga sede do Governo do Estado de Roraima.

“Isso aqui é perigoso. Os ladrões e drogados se aproveitam pra se esconder aí. O pior é que se comprarem, vai vir alguém pra dizer como é pra fazer... É muita burocracia”, disse ela.

 Auxílio

O Instituto do Patrimônio Históri co e Artístico Nacional (Iphan) do Amazonas informou que entre os programas a oferecer incentivos fiscais aos proprietários de imóveis no Amazonas está o Programa Nacional de Apoio à Cultura (Pronac).

O programa está com edital aberto até novembro  pelo Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (SalicWeb), disponível no site do Ministério da Cultura (www.cultura.gov.br).

Repasse

De acordo com o Ministério da Cultura, R$ 300 milhões foram destinados a proprietários de imóveis em áreas tombadas pelo Iphan em 2015, no entanto, segundo a superintendência regional, o Amazonas não esteve incluído no repasse neste primeiro momento.



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