Sábado, 20 de Julho de 2019
Manaus

‘Hoje sou um homem de Deus’, afirma acusado de diversos crimes ao ser inocentado pela Justiça

Almir Maquiné já foi considerado como assaltante e traficante de alta periculosidade em Manaus. Ele começou no crime aos 13 anos e, pela 26ª vez, foi inocentado



1.gif Almir Maquiné Fonseca foi absolvido no processo no qual era acusado de tentativa de homicídio, crime ocorrido há 18 nos
14/10/2015 às 09:38

O ex-assaltante e traficante, Almir Maquiné Fonseca, foi absolvido do processo no qual era acusado de tentativa de homicídio contra Ricardo Ramirez da Gama, crime ocorrido há 18 nos. Maquiné iniciou a vida criminosa aos 13 anos de idade, quando executou um homem a tiros. 

Considerado pela polícia como um dos assaltantes mais antigos em atividade, Almir Maquiné deixou o Fórum Henoch Reis, agradecendo a Deus pela sua absolvição. “Eu deixei de ser criminoso, sou homem de Deus, um missionário”.

O julgamento realizado ontem, no plenário do Tribunal do Júri, no bairro Aleixo, Zona Centro-Sul, foi presidido pelo juiz interino da 1ª Vara do Tribunal do Júri, Eliezer Fernandes. A acusação ficou por conta do promotor de Justiça, Armando Gurgel, enquanto que  a defesa foi do defensor público, Antônio Ederval Filho. A sessão demorou menos de quatro horas. Não houve réplica e nem tréplica.

De acordo com os autos, Maquiné tentou matar a vítima porque este, antes, o havia ferido na mão com um golpe de faca que deixou sequelas. Hoje, ele não consegue movimentar os dedos da mão esquerda e por esse motivo, procurou Ricardo para se vingar. Fez três disparos e acertou um na coxa. Ele chegou a ser preso, mas foi liberado. O promotor pediu a condenação, já a defesa de Maquiné defendeu a tese de que réu agiu sob violenta emoção.

A tese de Antônio Ederval foi acatada pelo conselho de sentença que votou pela absolvição do réu.  Demonstrando tranquilidade, Maquiné agradeceu a Deus pela absolvição e na saída do plenário ele falou sobre a mudança de rumo que deu a sua vida. “Eu tinha 32 processos, por roubo, tráfico de droga, latrocínio e homicídio. Fui absolvido em 26 por falta de provas e ainda restam seis”.


De acordo com Maquiné, foram mais de 30 anos de vida envolvido com o crime. Cometeu o primeiro crime aos 13 anos de idade ao assassinar um homem durante uma briga de rua, não chegou a ser preso, foi 12 vezes mandado para a cadeia, mas nunca ficou preso por mais de seis meses e na maioria ficou preso em quartéis porque corria risco de morte se fosse para a cadeia.

Dos crimes que cometeu, até o momento, só sofreu uma condenação, por porte ilegal de arma, mas não chegou a ser mandado para a penitenciária.  Foi levado a julgamento por um crime de latrocínio ocorrido em 2008 no bairro Novo Israel, mas foi absolvido foi o último crime que praticou.

Assaltantes de alta periculosidade como Manoel Freitas, o “Manoel Tatu” Manoel Pensamento, que morreu em confronto com a polícia, eram comparsas de Maquiné e integravam uma quadrilha especializada em assalto a bancos.

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