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Homem é condenado a 13 anos prisão por assassinato do companheiro da ex-mulher

O crime aconteceu na madrugada do dia 29 de outubro de 2009 em frente a casa da vítima, que estava no portão quando foi alvejada com vários tiros. O assassino não levou nada da vítima, que no momento tinha R$ 3 mil no bolso 10/06/2015 às 18:24
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Francisco (de branco) sendo defendido pelo defensor público Antônio Ederval Filho
Joana Queiroz ---

O mecânico de som automotivo Francisco de Assis  da Silva Cavalcante, 45, foi condenado a cumprir 13 anos de prisão em regime fechado pela morte do companheiro da sua ex-mulher, o comerciante Eiji Otsuka, proprietário da lanchonete Arco-Íris, no conjunto Eldorado, Zona Centro-Sul, ocorrido no dia 29 de outubro de 2009.  A ex-mulher do réu, Maria  Dulcimeire Silva de Melo, 36, foi  absolvida  da acusação  de ser a mandante do crime.

A defesa do réu, feita pelo defensor público Antônio Ederval Filho, recorreu da sentença alegando que a decisão foi contraria às provas dos autos. Francisco vai aguardar  a decisão da Justiça em liberdade. De acordo com os autos, o crime foi motivado  pelo interesse do casal ficar com o dinheiro e os bens da vítima.

O julgamento aconteceu na manhã da última  segunda-feira, no plenário do Tribunal do Júri, e foi presidida pela juíza da 1ª  Vara do Tribunal do Júri, Mirza Telma de Oliveira. A acusação foi do promotor Lauro Tavares.

Testemunhas

A defesa defendeu a tese de negativa de autoria. A única testemunha ocular do crime, uma vizinha da vítima,  foi arrolada como testemunha de acusação. Ela disse ter visto o assassino atirando contra a vítima e que o matador tinha as  características físicas semelhantes as do réu.

A testemunha  também  acrescentou que a mulher demorou em socorrer a  vítima, que batia na porta pedindo socorro. A frieza como Dulcimeire se comportou diante do companheiro com vários ferimentos a bala levantou suspeita da participação da mulher no crime, mas o promotor pediu a absolvição dela alegando falta de provas.

Outras testemunhas que foram ouvidas disseram que Otsuka era explorado pela mulher, que exigia que ele emprestasse dinheiro para o seu ex-companheiro  e que a vítima vivia reclamando para os amigos que estava arrependido de ter firmado compromisso sério com Dulcimeire,  além de pensar na hipótese de separação.

Crime

O crime aconteceu por volta das 2h  em frente a casa de Eiji Otsuka. Ele estava no portão quando foi alvejado com vários tiros. O assassino não levou nada da vítima, que no momento tinha R$ 3 mil no bolso. Otsuka pediu socorro da mulher, mas ele mesmo dirigiu o próprio carro até o  Hispital e Pronto-Socorro 28 de Agosto, onde morreu em seguida.



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