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Homem vai registrar B.O. após acidente e é preso por tentar matar companheira em 2012

Um mototaxista de 40 anos sofreu um acidente no fim de 2014 mas só agora, em fevereiro de 2015, resolveu registrar a ocorrência numa delegacia. Ao consultarem seu nome, policiais efetuaram sua prisão - ele era procurado desde 2012 por homicídio tentado, quando admitiu manter sua companheira em cárcere privado 23/02/2015 às 19:51
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Lindomar foi transferido para a Cadeia Pública, no Centro de Manaus, onde aguardará julgamento. Sua mulher teve 50% do corpo queimado
Mara Magalhães Manaus (AM)

Após sofrer um acidente de trânsito no fim de 2014, o mototaxista Lindomar Santos de Oliveira, de 40 anos, foi preso na manhã desta segunda-feira (23) enquanto tentava registrar um Boletim de Ocorrência (B.O.) em um Distrito Integrado de Polícia (DIP) de Manaus: quando seu nome foi consultado na delegacia, havia em aberto um mandado de prisão por homicídio tentado contra a ex-esposa dele, uma dona de casa de 44 anos. O fato ocorreu em janeiro de 2012 na residência  do casal, na Zona Norte da cidade.

A delegada titular do 13° Distriro Integrado de Polícia, Marna de Miranda Barbosa, explicou que o casal morava junto há seis anos, mas Lindomar sempre foi muito ciumento e agressivo. Cansada das agressões, a mulher tentou por um fim no relacionamento, mas foi trancada em casa pelo mototaxista. Sem alternativa, ela jogou álcool no próprio corpo e ateou fogo.  

Para a imprensa, o homem nega as acusações, mas em depoimento para a delegada ele afirma que mantinha a companheira em cárcere privado pois não queria perdê-la e que não prestou socorro ao ver a mulher em chamas por que teve medo de ser linchado pela população. Depois do ocorrido ele não procurou mais a mulher e afirma ser inocente. 

A mulher foi socorrida pelos vizinhos e chegou a ficar internada em estado grave, com queimaduras de terceiro grau - ela teve 50% do corpo queimado. Lindomar será autuado por homicídio tentado e omissão de socorro e, após aos procedimentos cabíveis será encaminhado para a Cadeia Publica Raimundo Vidal Pessoa, no Centro da capital. Apesar de negar o crime para a imprensa, ele vai esperar o julgamento preso, até segunda ordem.

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