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Homens armados invadem, atiram e ameaçam moradores de comunidade em Manaus

Segundo residentes da invasão comunidade Bom Pastor, na Zona Norte, um grupo de 11 homens chamou os moradores para uma reunião, mas invadiram barracos, atiraram e até sequestraram moradores 22/09/2015 às 14:44
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A Polícia Militar foi acionada, mas foram embora em seguida com os vídeos do confronto e levando algumas cápsulas
Luana Carvalho e Rafael Seixas Manaus (AM)

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Um grupo formado por 11 homens armados invadiu, atirou e sequestrou moradores da comunidade Bom Pastor, na avenida Torquato Tapajós, bairro Novo Israel, Zona Norte de Manaus, no final da manhã desta terça-feira (22). A denúncia foi feita pelos próprios moradores à reportagem.

Conforme os residentes da área, o grupo armado convidou os moradores para uma reunião, mas invadiu os barracos logo em seguida. “Nós não aceitamos porque eles não apresentaram nenhum documento. Foi quando eles começaram a ameaçar e atirar”, relatou Ana Mara Souza, moradora da invasão.

Ainda de acordo com eles, três homens da comunidade foram levados à força em carros de cor prata. “Eles levaram muitos celulares de quem estava filmando. Meu marido começou a pegar as cápsulas e eles o pegaram”, contou Danielle de Castro, 30.

A Polícia Militar foi acionada, foi ao local e, em seguida, foi embora levando os vídeos do confronto e algumas cápsulas de bala. Alguns moradores tentaram fechar a avenida Torquato Tapajós e, até o momento da publicação desta matéria, eram impedidos pela maioria dos outros residentes da comunidade.

Mais de 700 famílias moram na comunidade Bom Pastor. Ao todo, a área conta com mais de 300 mil metros quadrados e fica próximo à alça de retorno para a avenida Santos Dumont, que dá acesso ao Aeroporto Internacional Eduardo Gomes.

Dono do terreno desconhece

A área da comunidade pertence ao empresário João Marcos Pozzette e foi invadida em agosto deste ano. O empresário disse à reportagem, por telefone, que desconhece a confusão e os motivos disso. “Eu não tenho conhecimento do que aconteceu. Acredito que isso seja briga entre eles mesmos. Ali virou um antro de bandidos, traficantes e estupradores”, disse.

Em entrevista anterior à reportagem do Portal A Crítica, João Marcos Pozzette afirmou que havia cedido uma pequena parte de sua propriedade para um grupo de aproximadamente 100 pessoas morar. Entretanto, a invasão cresceu e passou a ter 480 pessoas instaladas em casebres de madeira.

Devido ao crescimento desordenado, Pozzette disse que o acordo foi descumprido e que agora quer de volta sua propriedade na integralidade. “Quando estavam invadindo uma pequena parte do terreno eu disse que os deixariam no local desde que não invadissem o restante, mas desobedeceram. Então não tem mais acordo”, relembrou.

O empresário João Marcos Pozzette afirmou que já solicitou a reintegração de posse do terreno, mas isso está sendo analisado pelos órgãos do Estado.

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