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Manaus
DE SAÍDA

Homero de Miranda Leão alega motivos pessoais e pede para sair da Semsa

Médico ficou por três anos no comando da Secretaria Municipal de Saúde e disse acreditar na "alternância de cargos" dessa natureza 28/04/2017 às 14:56 - Atualizado em 28/04/2017 às 17:50
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Homero de Miranda Leão assumiu a secretaria em abril de 2014 (Foto: Márcio Silva)
Janaína Andrade Manaus (AM)

Homero de Miranda Leão deixou o comando da Secretaria Municipal de Saúde (Semsa), cargo que ocupava desde abril de 2014. Ele alegou "motivos pessoais" para deixar o cargo.

De acordo com Homero, que é servidor de carreira da Semsa há 34 anos, ele conversou com o prefeito Artur Neto pedindo para que deixasse o posto. " Tenho motivos pessoais para tal e também acredito na necessária alternância de cargos dessa natureza", afirmou ele, ressaltando que deixa a Semsa "e não a gestão Arthur".

O agora ex-secretário avaliou positivamente a gestão de três anos à frente da secretaria. "Temos um saldo muito positivo para mostrar, felizmente, apesar das enormes dificuldades impostas pela crise econômica", afirmou ele.

Responsável pela Manausprev, o secretário Marcelo Magaldi, aparece nos bastidores como principal candidato a substituir o médico Homero de Miranda Leão no comando da Semsa. Procurado pela reportagem, Magaldi afirmou: “Vamos aguardar a definição do chefe”, afirmou, em referência ao prefeito Artur.

Passado recente com denúncias

Na eleição de 2016, o candidato à Prefeitura, Marcelo Ramos (PR), divulgou documentos mostrando que a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) firmou, entre 2014 e 2016, pelo menos quatro contratos com empresários presos pela Operação Maus Caminhos, que investiga desvios de recursos públicos na área da saúde. Os contratos, somados, representaram o repasse de mais de R$ 4,8 milhões. Um deles, de R$ 1,12 milhão, foi inclusive estabelecido sem licitação.

O contrato da Prefeitura foi firmado com a empresa Silvio Correia Tapajós Ltda (SCT) em 2014 para a realização da campanha de vacinação Antirrábica. Essa contratação passou a ser alvo de inquérito em março deste ano pelo Ministério Público do Estado (MPE). A portaria, publicada no Diário Oficial do dia 21 de março, aponta “eventuais irregularidades” no pregão feito pela Semsa, que resultou na contratação da SCT. O dono da empresa, Gilberto de Souza Aguiar, é um dos 19 presos da Operação Maus Caminhos. O inquérito foi arquivado no último dia 20, uma semana antes de Homero pedir para deixar o cargo.

Na época, as denúncias fizeram o prefeito Artur Neto ameaçar demitir o titular da Semsa, Homero de Miranda Leão, durante um debate entre os candidatos, mas ele recuou da decisão, emitindo nota defendendo o então secretário.

 

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