Sexta-feira, 24 de Maio de 2019
CONDENAÇÃO

Homem que matou vizinho em estância é condenado a 15 anos de prisão

José Luiz Inácio da Silva assassinou a facadas Cláudio Valmir Lins de Almeida, após uma briga no bairro Santa Luzia em 2014



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Foto: Arquivo/Ac
25/04/2019 às 20:40

O conselho de Justiça da 3ª Vara Júri decidiu por condenar a 15 anos de prisão em regime fechado José Luiz Inácio da Silva, pelo homicídio de Cláudio Valmir Lins de Almeida, ocorrido em janeiro de 2014, em uma estância de quitinetes no bairro Santa Luzia. O crime foi praticado na presença dos filhos e esposa da vitima.

O crime foi classificado como homicídio culposo por motivo fútil. A defesa sustentou as teses de legítima defesa, desclassificação pra homicídio culposo e a redução de pena pela violenta emoção logo em seguida à injusta provocação da vítima. Teses que foram rejeitadas pelo Conselho de Sentença. Na acusação, atuou o promotor de Justiça Rogério Marques e a sessão foi presidida pelo juiz Mauro Antony.

De acordo com que foi apurado pela policia na época do crime, a vítima e o acusado moravam em uma estância.  Luiz Inácio teria ficado nu na frente do filho da vítima de 10 anos de idade no banheiro coletivo do local onde moravam. “O meu filho me contou e eu fui lá tirar satisfação, mas ele (José) se trancou no quarto. No outro dia, meu marido foi fazer xixi e ele provocou empurrando a porta do banheiro. Foi quando meu marido revidou”, contou a mulher da vítima.

Luiz Inácio estava armado e desferiu três facadas no peito e na barriga da vítima, que ainda chegou a ser levada com vida ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) da Zona Sul, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. O acusado jogou a faca e fugiu, mas no dia seguinte se apresentou à polícia acompanhado de um advogado.

À época o homicida negou ter ficado nu em frente do garoto. “Isso nunca aconteceu. Eu tirei minha camisa e esse garoto passou no banheiro e não deu a descarga. Perguntei ‘você cagou aqui? ’. Ele ficou rindo e me deu cotoco. Eu briguei e ele foi contar para a mãe. Eu dei cotoco pra ele e pra mãe dele”, se defendeu.

Luiz Inácio disse que foi agredido a pauladas pela vítima e pela esposa. “Aí eu vi uma faca ao lado e dei nele. Ele levou duas facadas. Se ele morreu, eu não tenho culpa”, disse José, que já tinha passagem na Justiça por crime de trânsito. “Ele é um imoral, ficava andando nu e tomava banho de porta aberta. Ele vivia chamando palavrões e já aliciou minha sobrinha e uma vizinha”, finalizou a esposa da vítima.

Repórter de A Crítica

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