Segunda-feira, 22 de Abril de 2019
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SAÚDE

Hospital Delphina Aziz começa a fazer transplantes renais em julho, anuncia Susam

Atualmente, apenas um hospital particular é credenciado para transplantes no Amazonas. Pacientes da rede pública entram na fila nacional e realizam o procedimento pelo programa Tratamento Fora de Domicílio (TFD)


22/03/2019 às 18:22

Os transplantes renais no Amazonas devem iniciar a partir de julho. A previsão foi dada nesta sexta-feira (22/03) pela secretária executiva da pasta, Vanessa Nascimento, durante o 1º Simpósio de Doença Renal do Amazonas, realizado pela Sociedade Brasileira de Nefrologia, em parceria com a Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

No evento, realizado no auditório da Escola Superior de Ciências da Saúde da Universidade do Estado do Amazonas (ESA/UEA), Vanessa Nascimento informou que as cirurgias serão realizadas no Hospital e Pronto-Socorro da Zona Norte (Delphina Aziz). “O HPS da Zona Norte já foi reconhecido pela Coordenação Nacional de Transplante para fazer o transplante renal. Nós já demos início em toda a documentação necessária bem como já estamos em andamento com as negociações”.

Atualmente, o único estabelecimento credenciado para transplantes no Amazonas é o Hospital Santa Júlia, porém o Estado não possui mais contrato, o que faz com que os pacientes entrem na fila nacional e façam o transplante pelo programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD).

A coordenadora da Central de Transplantes do Amazonas, Leny Passos, destacou que o processo para a realização de transplantes será realizado por meio de tutoria em que as tratativas estão ocorrendo com o Hospital Israelita Albert Einstein. “Queremos que a equipe (do HPS Zona Norte) faça o transplante, uma vez que a tutoria é temporária”, enfatizou a coordenadora.

Perspectivas

Durante a palestra no Simpósio, a secretária executiva da Susam explanou sobre as responsabilidades do Estado em relação aos doentes renais crônicos que engloba a terapia renal substitutiva - hemodiálise, hemodiálise peritoneal e o transplante renal - e o atendimento ambulatorial especializado em nefrologia, com consulta e acompanhamento dos pacientes.

Segundo os dados de maio de 2018 apresentados, o Amazonas faz uma média de 1.294 atendimentos/mês em nefrologia ambulatorial. Esses serviços de consulta e acompanhamento são fornecidos tanto no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) como na Policlínica Codajás.

A Susam pretende organizar o fluxo de atendimento dos pacientes renais crônicos com atenção especializada, onde haja atendimento diversificado desde o início dos sintomas. “A perspectiva é que nós venhamos a ter ambulatórios específicos para os renais crônicos. É claro que a doença renal possui muitas causas e a gente precisa ter um acompanhamento especial para o paciente renal e, por conta disso, nós queremos implementar uma atenção especializada”, disse a secretária.

O investimento em prevenção vai garantir menos investimento na terapia renal substitutiva e o paciente não vai precisar fazer hemodiálise e não vai precisar ser transplantado se for completamente cuidado. “Esse trabalho precisa ser conjunto com o município para que possamos ter êxito. Até porque vai competir ao município prevenir, cuidar das doenças básicas”, apontou.

Cenário

No panorama do Estado, há cinco clínicas prestando serviços de hemodiálise com um total de 1.141 vagas, conforme a secretária. O tratamento de hemodiálise também acontece nos Hospitais e Pronto Socorro 28 de Agosto, João Lúcio Platão Araújo, nos hospitais e prontos-socorros da Criança das zonas Sul, leste e oeste, no Instituto de Saúde da Criança do Amazonas (Icam), no Hospital Infantil Dr. Fajardo e no Hospital Universitário Francisca.

Vanessa Nascimento conta que já foram ampliadas 200 vagas de hemodiálise na Clínica Pronefro, que é pago pelo tesouro estadual, mas existe um pedido de regularização para que o Ministério da Saúde (MS) possa arcar com os custos. A proposta é também habilitar a Clínica CEHMO junto ao MS para receber recursos do Fundo de Ações Estratégicas e Compensação (FAEC). A clínica também oferece 200 vagas de hemodiálise. “Com isso, nós vamos poder receber o recurso federal e desonerar a fonte estadual para ampliação do sistema e melhora do atendimento, além de expansão dos serviços especializados que devem necessariamente ser custeados pelo Estado”, ressaltou.

A perspectiva favorável, segundo a secretária, é o retorno do atendimento no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) e a habilitação do Hospital Beneficente Portuguesa junto ao MS para oferecer leitos ao Estado para atender os pacientes renais. 

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