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Hospital instaura sindicância para apurar suposta troca de medicamentos em Manaus

Sindicância vai investigar suposto erro de técnico de enfermagem, que inverteu a medicação de dois pacientes internados no Hospital Universitário Getúlio Vargas 13/06/2013 às 10:13
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Segundo o diretor do hospital, todas as medidas adotadas pelo técnico de enfermagem serão investigadas na sindicância
Jaize Alencar ---

O Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) vai instaurar, nesta quinta-feira (12), sindicância para apurar um suposto erro de um técnico de enfermagem que teria trocado a medicação de um paciente na madrugada de terça-feira.

De acordo com Ana Moraes, o filho dela, Wesley Braga Moraes, 17, recebeu a medicação de um outro paciente, por volta de meia noite, e apresentou reações alérgicas.

O técnico de enfermagem, que não teve o nome revelado pela direção do hospital, administrou o medicamento, afirmando que o médico havia antecipado o horário da medicação. No momento em que Wesley passou mal, ele retirou o frasco com a medicação, saiu pelos corredores do hospital e jogou a embalagem no lixo, afirmou a mãe.

Os primeiros procedimentos médicos realizados em Wesley Moraes após o incidente aconteceram por volta de 4h, informou a mãe do paciente. Ela espera que o filho não sofra nenhum tipo de sequela por conta da demora no socorro.

O diretor clínico do HUGV, Raul Ferreira, informou que todo atendimento médico necessário para combater o avanço da reação alérgica foi prestado ao paciente. E que a demora no socorro também será investigada.

Como procedimento padrão da unidade, o técnico de enfermagem foi afastado para não interferir na sindicância, que será aberta nesta quinta-feira para apurar os fatos que realmente aconteceram e punir os responsáveis.

O técnico de enfermagem prestava serviço terceirizado ao hospital, por meio da Fundação de Apoio Institucional Rio Solimões UNI-SOL, que apoia as atividades de desenvolvimento institucional da Universidade Federal do Amazonas (Ufam). De acordo com o presidente do Conselho Regional de Enfermagem do Amazonas (Coren-Am), David Lopes Neto, o sucateamento do serviço público por falta de efetivo, reflexo da não realização de concursos públicos, permite a terceirização do serviço. 

O Coren-AM ainda não recebeu a denúncia oficialmente, mas o presidente do conselho, afirmou que vai investigar e tomar as medidas necessárias e, se provado que o profissional agiu com imprudência ou imperícia, ele vai responder a um processo ético/disciplinar. “O Coren existe para salvaguardar a população de maus profissionais, de profissionais irregulares e ilegais” disse.

A mãe do paciente, Ana Moraes, registrou boletim de ocorrência no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP), localizado no bairro Praça 14, Zona Sul. Ela pretende acionar a Justiça para garantir os direitos do filho.

Internado na unidade há dez dias

Wesley Moraes deu entrada no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUVG), no dia 3 de junho, em virtude de um laudo médico realizado após uma biópsia, que foi enviado para o Estado de São Paulo.

A análise constatou que o Lúpus no paciente estava em atividade, e necessitava de uma internação imediata. O paciente é alérgico a vários medicamentos, entre eles a medicação ceftriaxona, que é utilizada no tratamento da doença Lúpus. Esse é, justamente, o medicamento que a mãe dele suspeita que tenha sido administrado no filho, na madrugada de terça-feira.

Desde o ano passado Wesley vem realizando tratamento, mas somente este ano, após a biópsia, foi confirmada a doença.

O HUVG é a unidade de referência na região Norte no diagnóstico e tratamento de doenças reumatológicas e nefrológicas. E, também, é o único hospital do Amazonas a tratar dessas especialidades.

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