Terça-feira, 21 de Maio de 2019
Vítimas do Compaj

Identificação dos corpos conta com 16 peritos voluntários, além do IML

De acordo com o diretor geral do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Jefferson Mendes, entre os profissionais que se voluntariaram estão médicos legistas e auxiliares de necropsias



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O diretor-geral do Departamento de Polícia Técnico-Científica, Jefferson Mendes. Foto: Antonio Menezes
06/01/2017 às 05:00

A identificação dos corpos dos internos assassinados no massacre do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), ocorrido no último domingo, está sendo realizada com o apoio de 16 peritos voluntários, além dos funcionários do Instituto Médico Legal (IML). A informação é do diretor geral do Departamento de Polícia Técnico-Científica (DPTC), Jefferson Mendes. De acordo com ele, entre os profissionais que se voluntariaram estão médicos legistas e auxiliares de necropsias.

“Tenho, inclusive, pessoas que trabalharam algum tempo no IML, foram desligadas de suas funções, mas se colocaram como voluntárias para trabalhar neste momento. Como elas conhecem toda a nossa sistemática de trabalho, a gente forneceu EPI (Equipamento de Proteção Individual) e elas estão trabalhando de forma voluntária”, declarou Mendes, destacando que o trabalho está sendo executado mais rápido do que ele esperava.

Porém, mesmo com a aceleração das identificações, o diretor geral do DPTC disse que ainda não tem previsão de quando os trabalhos serão finalizados. “Não tenho previsão de quando todos os corpos serão identificados e liberados para as famílias porque vou depender dos exames de DNA. Para fazer esse exame tenho que ter parentes, de preferência de primeiro grau das vítimas como mãe, pai ou filho. O ideal é que seja mãe ou filho”, afirmou.

Segundo Mendes, todos os profissionais que estão trabalhando na identificação dos corpos do massacre são do Amazonas. “Todos os estados ofereceram ajuda com material, equipamento e pessoal, mas, graças a Deus, a gente não está precisando porque temos peritos superqualificados e insumos necessários para fazer as análises, inclusive a mais cara que é a do DNA nós também temos aqui. Tudo está sendo feito da melhor maneira possível”, disse.

Pedido do perito
Jefferson Mendes pediu para que as famílias de internos desaparecidos compareçam ao IML para que ele possa passar as informações necessárias e, se preciso, coletar material genético para exame de DNA, visando identificação científica dos corpos já identificados tecnicamente pelos peritos. A identificação dos corpos ocorre por meio de impressão digital, arcada dentária e DNA.


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