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Manaus
ASSASSINATO

Idosa e filha mortas no São Geraldo guardavam R$ 30 mil, diz testemunha

Segundo colega da vítima, assassino teria ouvido idosa comentar sobre dinheiro e cometeu o crime para ficar com a quantia. Delegado afirma que caso é "prioridade" para a Polícia Civil 30/07/2018 às 11:38
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(Foto: Reprodução)
Fábio Oliveira Manaus (AM)

As investigações sobre os assassinatos da professora aposentada Letícia Brasil Barbosa, 71, e da enfermeira Tamara Braga da Silva, 26, filha de criação, são prioridades na Delegacia Especializada em Roubos, Furtos e Defraudações (Derfd). O MANAUS HOJE conversou com uma vizinha das vítimas e esta revelou que a idosa havia comentado com uma pessoa sobre um valor de R$ 30 mil em espécie que guardava em sua residência.

De acordo com a moradora, que preferiu manter o nome em sigilo, a idosa chegou a falar sobre o dinheiro com uma colega e que, no momento da conversa, o homem misterioso – suposto assassino – ouviu e teria cometido o crime para ficar com o dinheiro.

Segundo a fonte, do total apenas uma parte teria sido roubada pelo suspeito. O principal autor do crime possivelmente trabalhava na casa antes de cometer o crime. O duplo assassinato ocorreu na rua Santa Luzia, bairro São Geraldo, Zona Centro-Sul, no dia 21 deste mês.

A Polícia Militar havia confirmado na época que um homem que trabalhava na residência teria cometido o crime. A enfermeira Tamara Braga foi atingida por pelo menos 30 golpes de faca. Ela foi morta dentro da residência e a mãe, que ainda correu para a rua, morreu na calçada. A fonte revelou para a reportagem que o dinheiro possivelmente seria referente a uma indenização. O MANAUS HOJE procurou, na sexta-feira (27) e no domingo (29), a família das vítimas, mas nenhum parente foi encontrado para falar do caso.

A reportagem foi à casa dos parentes, na avenida Constantino Nery, São Geraldo, mas não obteve sucesso nas duas tentatias. O delegado Samir Freire, adjunto da Derfd e que está à frente das investigações, informou que o caso é prioridade da delegacia e que os investigadores já estão bem avançados com o caso.

Segundo Freire, o caso é tratado como latrocínio (roubo seguido de morte) e que a qualquer momento o suspeito pode ser localizado. Sobre o valor de R$ 30 mil, o delegado informou que não poderia dar mais detalhes, para não atrapalhar o andamento do caso.

“Estamos bem avançado nesse caso, que é até prioridade da DERFD, estamos trabalhando muito, tratamos como latrocínio e a qualquer momento podemos ter novidade”, afirmou.

Estupro não foi confirmado

Uma versão de suposto estupro contra Tamara teria sido cogitada pela Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS), que chegou a iniciar as investigações na noite do crime. O delegado titular, Jeff Mac Donald, não confirmou a versão, mas fontes da unidade policial informaram que a informação que chegou era de que a professora aposentada chegou em sua casa e se deparou com a filha de criação sendo abusada pelo criminoso.

Em seguida, o assassino matou a enfermeira e esfaqueou Letícia, que tentou correr para pedir ajuda. No entanto, a versão não foi confirmada oficialmente pela Polícia Civil, tanto que por suspeita de latrocínio a Derfd assumiu o caso.

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