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Manaus
SEM ACESSIBILIDADE

Idosa enfrenta problemas para levar o filho cadeirante para votar, no Parque 10

Dona Celeste, 62, levou o filho para votar após 20 minutos de caminhada pelo meio dos carros, por falta de calçadas acessíveis no bairro onde moram 02/10/2016 às 11:23 - Atualizado em 02/10/2016 às 13:58
Janaína Andrade Manaus (AM)

Exercer a cidadania é uma missão que se torna mais difícil ainda para quem tem algum tipo de deficiência e precisa encarar a falta de acessibilidade nos espaços públicos em Manaus. 

Celeste Edith Mota, 62 anos, precisou enfrentar dificuldades para levar o filho André Luiz, 27, que é cadeirante.  Ela reclamou da falta de calçadas acessíveis no bairro onde reside, no Parque 10, e precisou encarar o trânsito e passar com o filho no meio dos carros, correndo riscos de ser atropelada, para poder levar o filho para o Centro Educacional Álvaro Botelho Maia.

“Aqui no Parque Dez a gente enfrenta o problema de não ter rampas de acesso para as calçadas. E quando tem, alguma árvore impede que a gente consiga passar. Isso obriga a gente a ter que passar pelo meio dos carros", afirmou ela.

Foram 20 minutos de caminhada até a escola, e na chegada ela ainda precisou de ajuda para conseguir entrar. Duas pessoas ajudaram a idosa a empurrar a cadeira de rodas do filho e ambos puderam exercer a cidadania. Depois que votaram, eles ainda encontraram o prefeito Artur Neto, que apertou a mão de ambos, mas não chegou a questioná-los sobre as dificuldades de acessibilidade.

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