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Manaus
APÓS PARADA CARDÍACA

Idosa recupera sinais vitais após ser dada como morta em hospital de Manaus

Paciente deu entrada no Pronto-Socorro Platão Araújo após parada cardíaca e "morreu" na manhã desta sexta-feira (31). Horas depois, aposentada voltou a respirar antes de ser embalsamada 31/08/2018 às 20:50 - Atualizado em 01/09/2018 às 11:50
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Fotos: Junio Matos
Oswaldo Neto Manaus (AM)

Uma idosa de 69 anos, identificada como Maria Olinda dos Anjos Bezerra, foi dada como morta no Hospital Platão Araújo, na Zona Leste, e recuperou os sinais vitais horas antes de ser embalsamada em Manaus. O caso ocorreu nesta sexta-feira (31). Segundo familiares, um atestado de óbito chegou a ser produzido pelo hospital declarando a morte e assinado por um médico. 

De acordo com o filho da idosa, o motorista Francisco Sales, de 55 anos, Maria Olinda deu entrada no hospital na manhã de quinta-feira (30) após sofrer uma parada cardíaca. Ela foi levada ao hospital pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

O motorista conta que por volta das 9h de hoje, o hospital entrou em contato com a família informando que a idosa havia falecido depois de uma tentativa de reanimação. Ele foi então até o hospital para tomar as providências da documentação, enquanto a esposa e uma cunhada cuidavam dos trâmites da saída do corpo do necrotério.

No momento que funcionários de uma funerária abriram um saco com o corpo para tirar as medidas de Maria Olinda, a idosa teria respirado. “Quando cheguei lá atrás tinha três cadáveres. Fiquei assim afastado, eu não quis olhar. Quem viu foi a minha esposa. Quando eles abriram o saco viram que ela estava viva. Acredito que foi um milagre”, disse ele.

O responsável por uma empresa que transporta corpos do hospital até as funerárias, Sebastião Lopes, afirma que abriu o saco hospitalar onde Maria Olinda estava. Ele trabalha com a atividade há 30 anos e disse nunca ter visto situação parecida.


O motorista Sebastião Lopes foi quem abriu o saco onde estava a idosa

“Na hora que fui aferir a medida dela para trazer o caixão certo, ela deu o primeiro suspiro, voltou. Ela estava morta mesmo. Outra mulher que era parente de uma das pessoas que tinham morrido falou: ‘Moço, ela está respirando'. Quando fui tirar a medida eu vi que o saco estufou. Algumas pessoas estão pensando que o médico errou, mas ele não errou porque ela estava morta”, disse ele.

A esposa do motorista, Liduina de Souza, de 50 anos, disse que a equipe médica presente no hospital alegou que a idosa recebeu sinais cerebrais mesmo com a parada do coração. “A doutora disse que o cérebro dela não tinha parado, mas eu acredito num milagre. Sei que é Deus agindo para mostrar algo e tocar alguém”, disse.

Ainda conforme os familiares, Maria Olinda continua na sala de reanimação do hospital em coma induzido. “Desde cedo estamos aqui nessa agoniação. Agora vamos para casa e tentar relaxar”, relatou a nora da idosa.

A Secretaria de Estado de Saúde (Susam)  informou que irá apurar o ocorrido e os procedimentos adotados em relação à paciente, que segue internada na unidade, em estado gravíssimo, recebendo os cuidados necessários.

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