Quinta-feira, 25 de Abril de 2019
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Foto: Divulgação
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EDUCAÇÃO TECNOLÓGICA

Ifam quer levar ensino técnico profissional para o interior do AM em barco-escola

Reeleito para mais quatro anos de mandato, reitor Antônio Venâncio quer investir em interiorização do ensino


14/12/2018 às 09:52

Reeleito para mais quatro anos de mandato à frente do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam), o reitor Antônio Venâncio Castelo Branco, 48, quer dar continuidade às iniciativas de interiorização da formação tecnológica da instituição com projetos bastante significativos e impactantes. Um deles, informou o administrador, será a criação, já para 2019, de um barco-escola que vai percorrer algumas calhas dos rios amazônicos levando conhecimento.

O projeto está em processo licitatório e em princípio para locação da unidade, com fornecimento da tripulação e manutenção. “O barco-escola será dotado de um telecentro ou centro de inclusão digital e vai atender as regiões mais distantes onde o campus não consegue atender, com cursos profissionais, mas trabalhando a questão da inclusão digital, de qualificação. Voltado ao arranjo produtivo local, na questão do peixe e do beneficiamento do pescado, de alimentos de uma forma geral. Isto levando o conhecimento científico e verificando o conhecimento tradicional que a população já tem, mas que pode ser beneficiada ou trabalhada. A embarcação também vai ter espaço para pesquisa na coleta de águas ou alimento. E que este barco possa ser socializado com outras instituições de pesquisa ou ensino”, comentou o reitor.

Antônio Venâncio disse que o barco-escola deverá começar a navegar no segundo semestre de 2019. O colégio dirigente, que reúne todos os diretores gerais e pró-reitores, vai avaliar em qual calha a embarcação educacional vai atuar primeiramente.

“Hoje, a maior dificuldade é a questão da geografia. Quando estamos falando de um barco-escola, é algo que pode fazer esse encurtamento, essa redução”, disse ele, sobre um dos principais desafios da região: a logística.   

“A região amazônica é diferente e a gente precisa lidar com esse diferente. Precisamos trabalhar a fixação dos nossos servidores no interior. A região amazônica, em função da sua diversidade regional e geográfica, das suas distâncias, se tem dificuldade na fixação dele, de auxílios de transporte e saúde”, comentou o reitor.

Outra novidade que também deve ser implementada no próximo ano é o curso de Engenharia em Aquicultura, em Presidente Figueiredo, voltado à piscicultura e à pesca de uma forma geral. “O  instituto é o único ente educacional que sai lá da base dos cursos de qualificação e verticaliza indo até a pós-graduação”, acrescentou. 

“Eu gostaria que tivesse um campus do Instituto nas principais barrancas de rio. No interior, eles vêem o Ifam como a única referência, fazendo um divisor de águas na educação dos municípios. Sem demérito às outras instituições, mas o Ifam promove um ensino diferenciado, pois além de envolver a prática com desenvolvimento científico, ele tem uma ação muito forte que envolve ações de extensão e visitas técnicas, não estando preso em uma sala de aula”, disse Antônio Venâncio.

Fazendo muito com pouco recurso

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Engenheiro civil de formação e nascido no Município de Pauiní (a 915 quilômetros de Manaus em linha reta), o reitor comanda dois mil servidores, que é o dobro do número que havia quando ele chegou à instituição - uma conquista, diz Antônio Venâncio. São 1.100 docentes e 21 mil alunos. O orçamento anual é de R$ 36 milhões e dele 75% são para pagar despesas fixas como folha de pagamento, tributos como água e telefone, serviços terceirizados de limpeza e conservação. 

“E o que sobra desse recurso é pouco e quase não temos recursos para novos investimentos. E aí vai o diferencial do gestor, que tem que correr atrás”, frisa ele, quee é egresso da antiga Escola Técnica Federal do Amazonas (ETFAM), que anos depois passaria a se chamar Cefet-AM e, em 2008, ganharia a nomemclatura atual de um dos campi do Ifam.

O reitor enumera uma série de conquistas em seu atual mandato. Uma delas é o avanço no número de patentes, que mostra o fortalecimento do tripé ensino-pesquisa-extensão. 

“Iniciamos na instituição com uma patente em depósito, que é da farinha do cupuaçu, e agora contamos com 18 patentes, e há um trabalho para se ampliar para mais 15. Mantemos editais para pesquisa e extensão. E começamos nossa gestão com um programa de gestão para os nossos servidores, e vamos fechar com 8, um deles com parcerias com instituições como a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), esta em Física. E estamos trabalhando um mestrado em gestão pública com 70% para os técnicos. Este talvez seja um dos nossos grandes diferenciais, pois é investimento e va retornar para a sala de aula com pesquisa e melhoria do ensino”, disse o reeleito. 

Outro destaque citado pelo administrador é a internacionalização do Ifam, exemplificado pelos convênios de intercâmbios assinados com as universidades portuguesas de Lisboa, Porto e do Minho e com os institutos politécnicos de Bragança e do Porto, bem como com os espanhóis de Santiago de Compostela e do Vigo. E há tratativas para uma parceria com a Universidade de Salamanca. E constantemente vêm estudantes estrangeiros, como da França, para fortalecer sua língua portuguesa em Manaus.

Antônio Venâncio ressaltou ainda a  criação recente da editora do Ifam, que visa fomentar a produção de servidores e alunos.

Novos campi em análise

No total, o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Amazonas (Ifam) possui 15 campi  – sendo três em Manaus e 12 espalhados pelo interior do Estado –, além da reitoria instalada na capital. 

E mais três unidades do Ifam podem ser anunciadas ainda neste ano para o bairrio da capital Cidade Nova (Campus Zona Norte), Boca do Acre e Iranduba. A Secretaria de Educação Profissional e Tecnológica do Ministério da Educação (MEC) está analisando o assunto.

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