Domingo, 26 de Maio de 2019
NOVO MORTO

IML identifica corpo em mata do Compaj como sendo detento dado como foragido

Com a identificação, sobe para 65 o número de presos do Amazonas mortos desde o início da crise penitenciária no Estado



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(Foto: A Crítica)
24/01/2017 às 18:24

O Instituto Médico Legal (IML) confirmou na tarde desta terça-feira (24) como sendo do detento Plínio Guimarães Sodré um dos corpos encontrados no dia 8 de janeiro deste ano na área de mata ao redor do Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj), no Km 8 da rodovia BR-174, em Manaus.

O nome de Plínio constava entre os foragidos do sistema prisional. Com a identificação dele, sobe para 65 o número de internos do Amazonas mortos desde o início da crise penitenciária do Estado, que começou no dia 1º de janeiro deste ano com o massace de 56 detentos do Compaj. 

Segundo o IML, a causa da morte de Plínio foi anemia aguda, traumatismo torácico e ação perfurante contundente. O corpo dele foi um dos três cadáveres encontrados do lado de fora do Compaj no dia 8 de janeiro deste ano em estado de putefração. A suspeita é que todos os três foram assassinados no massacre do Compaj no dia 1º de janeiro.

A reportagem entrou em contato com o secretário de Estado de Segurança Pública do Amazonas (SSP-AM), Sérgio Fontes, e com o secretário de Estado de Administração Penitenciária (Seap), Cleitman Coelho, para confirmar se Plínio foi morto durante a chacina do Compaj de 1º de janeiro, mas as ligações não foram atendidas.

Crise penitenciária

No dia 1º de janeiro deste ano, em Manaus, ocorreram duas rebeliões em dois presídios do Estado, o Compaj e o Instituto Penal Antônio Trindade (Ipat). Com as rebeliões, 225 internos fugiram das duas unidades prisionais e, logo depois, aconteceu somente no Compaj o segundo maior massacre em presídios da história do Brasil, onde 56 detentos foram decapitados, esquartejados e carbonizados.

Um dia depois, em 2 de janeiro, mais quatro detentos foram assassinados em outro presídio do Amazonas, desta vez na Unidade Prisional do Puraquequara (UPP). Na ocasião, o Governo do Estado confirmou que os detentos mortos eram, em maioria, membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC), e que as execuções foram realizadas por integrantes da facção rival Família do Norte (FDN).

Iniciada a crise no sistema carcerário, a solução imediata encontrada pelo Governo do Estado foi reativar a antiga Cadeia Pública Raimundo Vidal Pessoa, no Centro de Manaus, e transferir para lá mais de 200 detentos ameaçados de morte. No dia 8 de janeiro, houve um motim na Vidal Pessoa e mais quatro detentos foram assassinados, fazendo subir para 60 o total de internos mortos nos presídios.


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