Domingo, 22 de Setembro de 2019
Manaus

Impasse entre MPA e Fepesca ameaça paralisar o abastecimento de pescado em Manaus

A situação ameaça paralisar o abastecimento de pescado em Manaus. A cobrança de taxas indevidas está entre os motivos



1.jpg Presidente da Fepesca, Walzenir Falcão, acusado de cobrar taxas indevidas
10/10/2013 às 07:56

O imbróglio entre a Federação dos Pescadores do Amazonas (Fepesca) e o Ministério da Pesca de Aquicultura (MPA) pela gestão do Terminal Pesqueiro de Manaus, localizado na feira da Panair, Colônia Oliveira Machado, Zona Sul, ameaça paralisar o abastecimento de pescado na capital nos próximos dias.

O superintendente regional do MPA, Raimundo Nonato Sousa, afirmou que caso Fepesca não se retire em breve do terminal, será preciso apelar para medidas legais. O MPA assumiu a gestão do terminal no dia 25 de setembro, dando início ao conflito com a Fepesca que já ocupava o espaço desde 1º de maio.

Por outro lado, o presidente da Fepesca, Walzenir Falcão, avisa que pode retirar as bancas frigoríficas para comercialização diária do pescado que desembarca na cidade, caso seja expulso do terminal.

Raimundo acusa o presidente da Fepesca, Walzenir Falcão, de ter invadido o terminal e de cobrar taxas indevidas dos pescadores, sem reverter o valor para a manutenção necessária. Segundo ele, são cobrados diariamente R$ 4 de cada carregador noturno, R$ 15 por uso das bancas pelos pescadores que comercializam o pescado e média de R$ 13 por cada embarcação. “Esse dinheiro ele está embolsando e não está investindo de volta. Vamos colocar que ele ganhe R$ 1,5 mil por dia. O governo está tirando isso dele, que está usando artifícios maldosos para colocar a imprensa contra o governo e ele aparecer de vítima. Ele quem é o vilão!”, afirmou o superintendente.

A gestão do terminal pela Fepesca é totalmente ilegal, segundo o superintendente do MPA, já que o espaço é patrimônio do governo federal. “Ele tem que desocupar o patrimônio público. A instalação elétrica foi danificada, não existem despesas porque ele (Walzenir) não gasta nem com material de limpeza, até a conta de energia do terminal é paga pela prefeitura. É um abuso. Legalmente existe um decreto que quem gere o terminal é a superintendência e estamos tomando nosso posicionamento”, afirmou Nonato.

Por outro lado, Walzenir disse que está sendo perseguido por Raimundo Nonato por questões políticas, já que o atual superintendente foi indicado ao cargo pelo deputado federal Silas Câmara (PSD), seu opositor. De acordo com ele, a Fepesca só tem feito benefícios ao terminal que estava abandonado há muitos anos. Ele alega ter investido mais de R$ 260 mil na compra de caixas térmicas, motores e instalação hidráulica e elétrica e que agora o superintendente de Pesca quer expulsá-los do local.

Ao assumir a gestão o MPA promete providenciar instalação de água encanada, segurança, iluminação e banheiro, cobrando uma taxa simbólica aos pescadores.


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