Publicidade
Manaus
Estacionamento

Implantação da ‘Zona Azul’ é adiada e ruas do Centro viram palco de irregularidades

O sistema de estacionamento rotativo, que deveria ter iniciado as atividades em novembro do ano passado, teve a data de implantação adiada e só deve entrar em vigor em junho deste ano 11/04/2016 às 08:47 - Atualizado em 11/04/2016 às 10:31
Show centro
Sem fiscalização, motoristas ignoram placa de proibido estacionar (foto: Aguilar Abecassis)
Kelly Melo Manaus (AM)

A meses da capital amazonense receber um dos principais eventos esportivos do mundo, as Olimpíadas, a cidade ainda sofre com a desorganização e falta estacionamento nas principais vias do Centro. O sistema de estacionamento rotativo, conhecido como Zona Azul, que deveria ter iniciado as atividades em novembro do ano passado, teve a data de implantação adiada e só deve entrar em vigor em junho deste ano. Pelo menos, esse é o novo prazo do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização do Trânsito (Manaustrans).

O diretor-presidente do Manaustrans, Eudes Menezes Albuquerque, explicou que a implantação do Zona Azul sofreu atrasos devido a dois fatores: o primeiro foi o tempo, que segundo ele dificultou que a empresa responsável pelo sistema - Consórcio Amazônia - realizasse o preparo e a pintura das vagas nas ruas que vão receber o novo mecanismo (mesmo a região tendo vivido uma longa estiagem fora de época entre os meses de novembro e fevereiro); e o segundo, as obras de revitalização da avenida Eduardo Ribeiro, onde foram realizadas intervenções no trânsito para facilitar a vida dos motoristas.

“A empresa pediu a prorrogação ao Manaustrans para implantar o sistema e acatamos porque os locais que eram passíveis de criar as vagas de estacionamento, no momento, não podem receber devido as obras na Eduardo Ribeiro. Mas acreditamos que até o fim do semestre essa implantação começará a ser feita porque Manaus tem que estar preparada para receber um grande evento como esse”, disse.

Contrato

Em agosto do ano passado, a prefeitura de Manaus e o Consórcio Amazônia assinaram o contrato para operacionalização do sistema que vai contar com sensores no asfalto que vai detectar a hora em que o veículo estaciona e profissionais com equipamentos portáteis irão monitorar o tempo utilizado pelo usuário. Esses equipamentos serão utilizados para controle da rotatividade, monitoramento e respeitabilidade do sistema pelo tempo de utilização das vagas. A meta é disponibilizar 3,2 mil vagas de estacionamento, no Centro.

Difícil missão

Enquanto a empresa não inicia a implementação das vagas rotativas, quem trabalha ou vai ao Centro para fazer compras precisa de muita paciência, não só para encontrar uma vaga, mas também com a atuação dos flanelinhas, que tomaram conta das ruas.

Quem não tem essa paciência toda acaba aproveitando a falta de fiscalização para estacionar em qualquer lugar. E quem mais sofre com isso são os lojistas. “Às vezes o pedestre não tem nem por onde passar porque os carros tomam conta de todo o espaço. Isso atrapalha as nossas vendas, impedindo de os clientes entrarem nas lojas”, reclamou a vendedora Elisa da Silva, 48.

Sistema vai absorver 200 flanelinhas

A Associação dos Guardadores e Lavadores de Veículos  do Amazonas (Aglavam) informou que apenas 200 dos mais de 600 flanelinhas que atuam no Centro serão  absorvidos pelo  sistema de estacionamento rotativo, o Zona Azul.  A ideia, segundo o presidente da associação, Henrique Santos, é que essas pessoas atuem como fiscais do sistema. “Tivemos um primeiro contato com o Consórcio Amazônia e eles vão selecionar esse profissionais. Embora a gente não concorde com a mudança, essa é uma forma de evitar que essas pessoas fiquem sem emprego”, disse.

Ainda de acordo com ele, na próxima semana a categoria deve se reunir para pedir que a empresa amplie o número de vagas disponíveis para esses profissionais. “De outra forma, para onde vão esses trabalhadores?”.

Publicidade
Publicidade