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Implurb completa 50% das ações de ordenamento do conjunto João Bosco, em Manaus

Entre as irregularidades que ainda precisam ser retiradas do conjunto, localizado no bairro Flores, está a retirada de garagens, grades das janelas e até construção de outros cômodos 15/10/2014 às 12:46
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Toldo, garagem e grades retiradas, ontem, pelo próprio morador, que não queria ter que pagar ao Implurb pelo serviço
Jéssica Vasconcelos ---

O conjunto João Bosco, localizado no bairro de Flores, Zona Centro-Sul, um dos alvos de fiscalização constante do Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) depois que os moradores modificaram o projeto original das edificações, continua passando por intervenções de ordenamento. De acordo com o diretor presidente do instituto, Roberto Moita, dos 30 blocos do conjunto, 15 já foram organizados.

Entre as irregularidades que ainda precisam ser retiradas para que o conjunto volte ao projeto original está a retirada de garagens, grades das janelas e até construção de outros cômodos. Prevendo a retirada, alguns moradores optaram por fazer a demolição antes que a fiscalização passasse pelo local.

No bloco 19 o morador Tomé Souza retirou por conta própria as grades que cercavam a casa para que não precisasse pagar a multa, caso o próprio Implurb fizesse a remoção. “Ficamos sabendo por outros moradores que eles cobram até para retirar o entulho, então preferi fazer eu mesmo a retirada”, disse Tomé.

De acordo com o morador, as benfeitorias no apartamento foram feitas pelo antigo proprietário, mas ele seguiu a orientação do instituto porque sabe da necessidade de organizar a cidade. “Minha casa estava mais segura antes, com as grades, mas já que eles dizem que é preciso mudar, tudo bem. Eu sei que algumas pessoas construíram até banheiro e isso realmente prejudica a estrutura do prédio”, acrescentou Tomé.

A falta de segurança está fazendo com que a moradora Meire Bezerra, que há quatro anos mora no conjunto, pense em vender o apartamento. Segundo a moradora, o apartamento vai ficar muito mais exposto depois da retirada das grades. “Agora quando abrir a porta já vou estar na rua e o risco de a casa ser assaltada é muito maior”, disse.

A moradora ainda diz que o filho pequeno vai passar muito mais tempo dentro do apartamento porque não haverá um espaço seguro para brincar.

A atuação do Implurb visa à restituição do projeto original do conjunto, conforme foi aprovado nos anos 1980, pois desde 2007, existem notificações sobre a obstrução e irregularidades que os proprietários ou locatários foram realizando nos pisos térreos, com construções, coberturas, garagens, fachadas e toldos.

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