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Manaus
PROBLEMA

Imprudências no uso de lanchas e motos aquáticas continuam em rios

Casos de imprudência são comuns em áreas de balneários e flutuantes; no fim de semana houve acidente 22/05/2017 às 05:00 - Atualizado em 22/05/2017 às 10:12
Isabelle Valois Manaus (AM)

Lanchas de esporte e recreio em alta velocidade, pessoas pilotando motos aquáticas sem colete salva vidas e também em alta velocidade, entre outras imprudências tornaram-se fatos comuns em áreas de balneários e flutuantes. Como exemplo, no último domingo (21) foram flagradas várias dessas imprudências no local conhecido como “Laguinho” no Tarumã-Açu, Tarumã, Zona Norte, onde o empresário Daniel Dabela se acidentou na tarde do último sábado (20).

Até ontem, os amigos do empresário informavam via Facebook que o estado de saúde de Dabela continuava grave mesmo após passar pela cirurgia por conta do traumatismo craniano. O motorista de lancha Jhonny Pantoja, 45, responsável por socorrer o empresário, acredita que Dabela não estava em uma moto aquática, mas em uma lancha em alta velocidade. “Não vi nenhuma moto aquática, mas duas lanchas, e o rapaz boiando. Como estava na voadeira, fui logo pro local para socorrê-lo”, relembrou.

Segundo Jhonny, o empresário só não foi para o fundo do rio por conta do colete salva vidas. “E nem sempre esse povo utiliza colete. Aqui o povo não respeita. Nos fins de semana eles param nesses flutuantes bebem, pilotam lanchas, as motos aquáticas, tudo em alta velocidade e muita das vezes não utilizam o colete salva vidas”, comentou.

O empresário foi socorrido e conduzido ao Hospital e Pronto-Socorro João Lúcio, na Zona Leste, e até o fechamento desta edição não havia uma informação oficial sobre seu estado de saúde. Familiares, amigos e conhecidos de Dabela estavam na recepção do hospital, mas não quiseram comentar sobre o acidente e nem passar informações acerca da saúde dele.

Imprudências

A dona de casa Deleide Costa da Silva, 55, nos últimos 9 anos trocou a vida na cidade para ser ribeirinha. Conforme Deleide, todos os finais de semana aumenta o fluxo de lanchas e moto aquáticas nesta região, e muitas das vezes ela flagra as imprudências no local. “Nós, que somos ribeirinhos e atravessamos o rio de canoa ou voadeira, quase sempre somos vítimas, pois eles andam em alta velocidade e muita das vezes desrespeitam a legislação e isso só ocorre por conta da falta de fiscalização. Nem ontem (sábado) e muito menos hoje (domingo) presenciei alguém da Capitania por esta área”, comentou.

Marinha instaura inquérito administrativo

O 9º Comando do Distrito Naval informou que um inquérito administrativo foi instaurado para apurar as causas, circunstâncias e responsabilidades do acidente de Dabela. O comando não informou se os veículos aquáticos estavam conforme a legislação e se quem os conduzia possuía a habilitação. Em nota, a Marinha informou que o acidente envolvia uma lancha e uma moto aquática.

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