Domingo, 15 de Setembro de 2019
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Inapto após doença, policial recebe apoio de médico e vira exemplo de superação

Policial Ney Silveira foi acometido por doença que afetou costas e perna direita. Dedicação de fisioterapeuta recuperaram militar, que se inspirou no exemplo e promove campanhas



policial.JPG Mesmo após doença, Ney se tornou o ‘anjo ’de outras pessoas (Foto: Gilson Mello/Freelancer)
01/01/2018 às 17:04

“Gentileza gera gentileza” é o dito popular. Boas ações podem gerar boas ações com certeza. Foi o que aconteceu na vida do cabo da Polícia Militar Ney Silveira, atualmente lotado na 17ª Companhia Interativa Comunitária (CPA) Centro Oeste e que, em 2012, foi acometido de doenças que tiraram o “guerreiro” de combate. Depois de quase um ano afastado das funções policiais, ele voltou ao trabalho graças a um “anjo” em forma de um profissional de fisioterapia que cruzou o seu caminho, e que ele chama de “doutor Perales”.

“Ele fez por mim o que não poderia ser feito. Ele se interessou pelo meu problema e com essa ajuda eu voltei às minhas atividades”, diz o policial, que aprendeu a importância de se dedicar para ajudar o próximo. Conforme o cabo Ney, ele foi diagnosticado como portador de uma doença conhecida como Discopatia Degenerativa da Coluna Lombar ou Doença Degenerativa do Disco Lombar, que é uma doença acomete os discos da coluna lombar, levando-os a perder líquido e resultando em muitas dores.

Por conta da doença, o cabo foi impossibilitado de pilotar motocicletas, dirigir carros e até de usar o colete balístico, que é um assessório de segurança do policial. Ele tinha dores fortes nas costas e na perna direita. O médico que o diagnosticou o encaminhou ao fisioterapeuta doutor Perales, que dava assistência a pacientes com esse problema no ambulatório Araújo Lima, do Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV).

Cabo Ney começou os tratamentos e, de imediato, notou que aquele profissional tinha uma dedicação a mais pelos pacientes. “Ele não desistiu de mim, insistiu no meu tratamento, intensificou as atividades para fortalecer o meu músculo, ajustou a agenda dele para atender as minhas necessidades, disponibilizou o telefone dele para que eu ligasse caso tivesse alguma necessidade e me telefonava para saber como eu estava”, recorda.

Superação

O militar disse que, apesar do diagnóstico preocupante, com a ajuda do médico ele conseguiu se recuperar e voltar a trabalhar. “O doutor Perales foi importante para mim como profissional e como ser humano”, disse ele que, como na maioria dos filmes sobre anjos da guarda, perdeu o benfeitor de vista. “O tempo nos afastou e eu perdi o contato dele para sempre. Nas últimas vezes que tentei encontrá-lo não tive sucesso”, contou. Passando adiante

Mas se engana quem pensa que a ação do “anjo da guarda” de Ney terminou com o final do tratamento. O que ele aprendeu com o médico, Ney passa adiante: “fazer o bem sem olhar a quem”.

Inspirado no fisioterapeuta, o militar desenvolve ações para ajudar quem precisa: ele promove campanhas junto aos colegas de farda e familiares para arrecadar donativos, suprir necessidades e levar alegrias a pessoas que ele nem conhece. “Não tem o que pague a sensação de dever cumprido após ajudar quem precisa de ajuda”.

Noéis que usam farda

Nas vésperas deste Natal as crianças do abrigo Moacir Alves, no bairro Alvorada, Zona Centro-Oeste foram visitados por Papais Noéis sem gorro vermelho, barba ou barriga: os policiais da 17ª Cicom, colegas de Ney, decidiram alegrar meninos e meninas portadores de necessidades especiais que vivem no abrigo. A iniciativa foi do cabo Ney e mais quatro colegas que, junto com com moradores dos conjuntos Belvedere e Jardim de Versalhes, que integram o projeto Rede de Vizinhos Protegidos os policiais, conseguiram arrecadar aproximadamente meia tonelada de alimentos não perecíveis, além de uma grande quantidade de brinquedos


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