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Índice de adoções de crianças cresce em Manaus, diz Juizado

Juíza da Infância e Juventude, Rebecca de Mendonça Lima informa que ainda existem muitos casos de adoção que não são realizados através do tribunal 23/10/2014 às 12:27
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Juíza Rebeca Mendonça de Lima, da Vara da Infância, aponta necessidade do processo ser realizado via judicial
Jéssica Vasconcelos Manaus-AM

Em meio a tantos casos de abandono de crianças, a adoção se mostra como uma opção para os pais que, por diversas circunstâncias, optam por não cuidar do filho. De acordo com dados do Juizado da Infância e Juventude desde 2012 há um aumento crescente no número de crianças adotadas em Manaus.

Em 2012, 105 crianças ganharam uma nova família por meio da adoção e os número continuaram a subir em 2013, quando 146 crianças foram adotadas. A juíza da Infância e Juventude Rebecca de Mendonça Lima, informou que de janeiro a setembro de 2014, 96 crianças foram adotadas.

Segundo a juíza, ainda existem muitos casos de adoção que não são realizados através do tribunal, como nos casos em que a família tem uma conhecida que está grávida e opta por doar a criança. “Nós chamamos isso de adoção à moda brasileira”, disse. Ainda segundo a juíza, o grande problema desse tipo de adoção são os empecilhos enfrentados pela família adotante no decorrer da vida dessa criança que vai ter dificuldade de ingressar na escola e de obter um documento. “O ideal e que precisa ser divulgado é a adoção legal através do juizado”, acrescentou Rebecca.

Interesses

A juíza lembra que a demora no processo de adoção, motivo de muitas reclamações dos interessados, hoje é de aproximadamente oito meses e somente nos casos em que os adotantes procuram por características muito distintas da região. “Existem casos em que a família quer um bebê lourinho, por exemplo, e essa característica não é comum na região. Nesses casos a espera chega a ser de dois anos”, explicou.

Nos casos em que as crianças são vítimas de abandono, abuso sexual, maus tratos, a adoção acontece somente depois de esgotar todas as possibilidades de inclusão na família biológica, por exigência legal. Para esses casos, o juizado estima que 60% das crianças ficam sob a responsabilidade de um parente.

A juíza lembra do caso do bebê abandonado pela mãe em um beco no bairro Compensa, na semana passada e que, ontem, recebeu alta e voltou para casa dos familiares. “A guarda ficou com os pais porque a mãe se arrependeu e eles são casados. Ela deve responder criminalmente pelo abandono de incapaz, mas cada caso precisa ser avaliado de forma individual, porque o que importa é o bem estar da criança”, disse Rebecca de Mendonça.

Passo a passo para adoção de crianças

Para ser habilitado o interessado em adotar deve entrar com o pedido através de um advogado ou defensor público no juizado da infância e juventude.

Após esse passo é feito uma avaliação emocional, econômica e afetiva da família interessada em adotar. Essa família recebe orientação jurídica, através de palestras para que todos entendam que a partir do momento que você adota, não tem como devolver.

No fim do processo de habilitação os interessados na adoção informam suas preferências, faixa etária, sexo, cor da pele, criança com doença tratável, grupo de irmãos. De acordo com a juíza Rebecca de Mendonça, essa habilitação serve para justiça avaliar se aquela pessoa tem aptidão para cuidar de uma criança.

Depois desse processo os futuros pais ainda passam por outras avaliações até a justiça decidir determinar um período de adaptação para os adotantes.

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