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Manaus
LEVANTAMENTO

Índice de grávidas com HIV no Amazonas é o terceiro maior do País

Conforme boletim epidemiológico lançado pelo Ministério da Saúde, são 4 gestantes com HIV a cada mil bebês nascidos, bem acima da média nacional, que é de 2,7 30/11/2016 às 14:57 - Atualizado em 30/11/2016 às 15:19
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Maior registro de grávidas com HIV é nos Estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina, conforme boletim (Foto: Reprodução)
Oswaldo Neto e Dante Graça Manaus (AM)

O índice de detecção do vírus em HIV em gestantes no Amazonas é o terceiro maior do país. A informação foi divulgada nesta quarta-feira (30) no boletim epidemiológico do Ministério da Saúde. Segundo a publicação, de 1.000 bebês que nasceram no Estado, o HIV foi diagnosticado em quatro mães que deram à luz.  A média nacional é de 2,7 mães infectadas por mil bebês nascidos.

A publicação foi divulgada nesta quarta-feira e reúne informações de julho de 2015 a junho deste ano. Entre as fontes consultadas para compor a publicação está o Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), Sistema de Informação de Exames Laboratoriais (Siscel) e Sistema de Controle Logístico de Medicamentos (Siclom).

A terceira posição no ranking deixa o Estado atrás apenas do Rio Grande do Sul, em primeiro lugar no gráfico, e Santa Catarina, que vem ostentando a liderança deste negativo levantamento nos últimos anos. Os dados apontam ainda que a faixa etária entre 20 a 24 anos é a que apresenta o maior número de casos de gestantes infectadas com HIV. Segundo a escolaridade, observa-se que a maioria das gestantes possui da 5ª a 8ª série incompleta e se autodeclara da cor parda.

Em números absolutos, o Amazonas registrou, em 2015, 324 casos de gestantes infectadas. No ano anterior, este número foi de 277, gerando uma taxa de 3,4 gestantes com HIV a cada mil crianças nascidas no Estado. Na ocasião, o Amazonas ficou na 4ª  colocação neste negativo ranking no País, atrás de Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Rio de Janeiro.

 O número registrado em 2015 foi o maior desde 2013, quando 303 mães foram infectadas. gerando uma taxa de 3,8, que naquele ano também foi a terceira maior do País, também atrás de Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

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