Domingo, 25 de Julho de 2021
CAPITAL DA PANDEMIA

Índice de mortalidade da Covid-19 em Manaus já é maior do que em países mais afetados

A capital amazonense registra 317 mortes por 100 mil habitante, índice maior do que países com maior mortalidade pela doença, como a Bélgica, Eslovênia e Reino Unido, por exemplo



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14/02/2021 às 14:27

Manaus ultrapassou em mortalidade pela doença os números de todos os países com mais de 100 mil habitantes no mundo. A capital do Amazonas, segundo boletim da Fundação de Vigilância em Saúde (FVS) de sábado (13), contabiliza 6.920 mortes por Covid-19, o que gera um índice de 317 óbitos por 100 mil habitantes. Esse número supera índices de países com maior mortalidade pela doença, como a Bélgica, Eslovênia e Reino Unido por exemplo, que até esse domingo (14) segundo painel mundial de casos, registraram taxas de 186; 177 e 171 mortos por 100 mil pessoas, respectivamente.

Seguido da capital, o município de Manacapuru (distante a 68 km de Manaus) já registra 263 óbitos por Covid-19, ou um índice de 270 mortos por 100 mil habitantes. No Amazonas, o número de mortes pela doença chega a 9.819, o que representa uma taxa de 236 mortes por 100 mil habitantes. Só nesse ano, já morreram 4.502 pessoas acometidas pelo coronavírus no Amazonas.



A mortalidade brasileira hoje é de 113 para cada 100 mil habitantes, o que coloca o país entre os 30 com mais mortes em relação à população. Na lista nacional, o Rio de Janeiro aparece na segunda posição entre os estados, com mortalidade de 181 por 100 mil habitantes, seguido por Roraima com 159 a cada 100 mil pessoas.

Variante mais contagiosa

Na última quinta-feira (11), o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, informou em audiência no Senado que a nova variante identificada no Amazonas pode ser três vezes mais contagiosa. Porém, análises preliminares sugerem que as vacinas ainda são eficazes contra ela.

O instituto Butatan em São Paulo, que se associou ao Sinovac para testar e produzir a vacina chinesa, disse em nota que já havia iniciado os estudos sobre a variante denominada P.1, mas não teria conclusão dentro de duas semanas.

Pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) afirmaram na sexta-feira (12) que já encontraram a variante P.1 em mais cinco estados: Pará, Paraíba, Roraima, Santa Catarina e São Paulo. Os casos provocados pela nova variante também já foram confirmados pelas secretarias estaduais de Saúde da Bahia, do Ceará e de Pernambuco.

Vacinação em massa

Segundo o pesquisador da Fundação de Medicina Tropical (FMT), Marcus Lacerda, a intensificação do plano de imunização no Brasil e, principalmente, no Amazonas, é a melhor forma para conter a proliferação desta nova variante.

"Toda a nossa energia deve ser voltada para vacinação em massa. Os fabricantes estão identificando se estão conseguindo bloquear as novas variantes. A nova variante sul-africana apresentou certa resistência em certos imunizantes. Isso é preocupante. A grande preocupação não é saber se é mais transmissível ou mais grave, pois isso não muda o que já estamos fazendo. O plano de vacinação em massa é a melhor forma de conter o avanço do coronavírus", afirmou Lacerda.

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Repórter de A Crítica
Amazonense, nascido e criado em Manaus. Graduado em Jornalismo e mestrando em Antropologia Social, ambos pela Universidade Federal do Amazonas (Ufam).

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