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Manaus
COMUNIDADE BURITI

Indígenas pedem moradia e negam desmatamento em protesto no Nova Cidade

Com cartazes, grupo interditou avenida no bairro Nova Cidade na manhã deste domingo (19). Eles negam desmatamento e matança de animais na localidade e pedem um espaço para morar 19/02/2017 às 13:03 - Atualizado em 19/02/2017 às 21:59
Show indigena
Indígenas protestaram pedindo moradia (Foto: Clóvis Miranda)
acrítica.com Manaus (AM)

Indígenas da comunidade Buriti, no bairro Nova Cidade, Zona Norte de Manaus, fizeram um protesto na manhã deste domingo (19) pedindo moradias. No sábado (18), A CRÍTICA publicou matéria noticiando a invasão na localidade, que segundo outros moradores, tem amedrontado pela morte de animais e degradação de uma Área de Preservação Permanente (APP).

A manifestação reuniu indígenas e interditou a avenida Curaçao por cerca de 2h. Com cartazes, eles pedem moradias dignas ou o direito de continuar no local construindo outras casas.

“As pessoas dizem que aqui há desmatamento. O povo fez um assentamento, que se caracteriza na replantação de todas as árvores derrubadas. Se você observar, todas a casas têm plantações. Há um reflorestamento aqui que prova que ninguém está devastando nada”, disse um morador.

Uma mulher criticou a postura de moradores do local que disseram que o grupo vem degradando o meio ambiente. “O rico tem direito de roubar o nosso? Nós pagamos impostos e temos direitos de reclamar. Eu não tenho medo de governo”, disse ela.

Retirada está sendo planejada

Conforme A CRÍTICA publicou, o Grupo Integrado de Prevenção às Invasões em Áreas Públicas (Gipiap) informou que fez algumas vistorias na área, coletando dados, realizando relatório fotográfico e informando aos ocupantes que a área em questão não pode ser ocupada dessa forma, pois trata-se de uma área institucional, seguida de uma área verde que também está sendo destruída. O Gipiap está planejando uma nova ação para realizar a desocupação administrativa de toda área.

O departamento de Fiscalização da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas) também informou que a ação dos invasores vem sendo monitorada. Conforme o setor, os invasores, inicialmente, estavam piqueteando as áreas para demarcação de lotes. Uma operação está sendo articulada pelos órgãos que integram o Gipiap, do qual a Semmas faz parte.

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