Quarta-feira, 22 de Maio de 2019
Manaus

Indígenas vítimas do tráfico na fronteira do AM

Jovens e idosos engolem cápsulas de cocaína e têm órgãos arrancados



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Líder tikuna, Manoel Fernandes Moura, disse que preocupação agora é com crianças que estão sendo cooptadas pelo tráfico
19/01/2013 às 20:34

Assassinatos de índios e pescadores na região do extremo Oeste do Amazonas, na tríplice fronteira entre Brasil, Colômbia e Peru, vêm sendo cometidos por traficantes ligados aos cartéis de drogas dos países vizinhos. De acordo com denúncia feita pelo líder indígena da etnia tikuna, Manoel Fernandes Moura, revelada ao jornal A CRÍTICA, crianças, jovens e idosos indígenas na região do Alto Solimões, principalmente os que habitam as comunidades do município de Tabatinga (a 1.105 quilômetros de Manaus), estão perdendo a vida para o tráfico de drogas e de armas.


Segundo Manoel, muitos indígenas e ribeirinhos que foram cooptados para a atividade criminosa desapareceram ou foram mortos quando passaram a atuar como “mulas” (responsável pela entrega da droga). Segundo Moura, os jovens aliciados chegam a ingerir inúmeras cápsulas com drogas. Muitos não conseguem e morrem pelo caminho, em razão das infecções causadas no estômago. Os que conseguem a façanha, chegam debilitados e têm o mesmo destino fatal, uma vez que os traficantes, além de recolher as cápsulas, retiram os órgãos das vítimas.

Tatuagem

O indígena revelou ainda que os narcotraficantes marcam os adolescentes usados no tráfico de drogas, com tatuagem na sua maioria nas mãos e outras partes do corpo, tornando-os cativos para sempre. “Essas marcações identificam as facções a que pertencem, nos diversos grupos de traficantes que não escolhem as vítimas”, disse o indígena que mora há mais de 15 anos na região.

(A íntegra deste conteúdo você confere na versão impressa do jornal A CRÍTICA)


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