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Manaus
Zona Norte

Industriário denuncia que não há kits de teste de HIV em Maternidade de Manaus

Napoleão Beiruth, de 32 anos, informou que após os partos sua esposa e outras mulheres ficaram mais do que o tempo necessário na Maternidade Dona Nauzira Daou porque não há materiais para a realização do teste de HIV 29/09/2016 às 20:57 - Atualizado em 29/09/2016 às 20:59
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Outras problemas da Maternidade Dona Nauzira Daou também foram relatados. Foto: Arquivo AC
Rafael Seixas Manaus (AM)

O industriário Napoleão Beiruth, de 32 anos, denunciou à reportagem que sua esposa, nome não revelado, após o parto no último domingo (25) na Maternidade Dona Nauzira Daou, no bairro Cidade Nova, na Zona Norte, não pôde ser liberada até fazer o exame obrigatório de HIV, mas a unidade não contava com os kits para a realização da análise. Devido à demora em conseguir os materiais, ele decidiu retirar a sua esposa e filha do local na tarde desta quinta-feira (29).

“Ela se operou normalmente no domingo (25) e era para ter saído na quarta-feira (28). Disseram que ela não podia ser liberada da maternidade sem fazer o teste de HIV. Hoje não quiseram liberá-la porque ainda não tinha chegado os kits. Fiz um barraco e ela saiu de lá sem fazer o exame. Você não sabe o que passamos lá”, declarou Beiruth, complementando que outras mulheres estão passando pela mesma situação na unidade hospitalar.

“Não há ar-condicionado em nenhum leito e tem que levar ventilador. Hoje não tinha nem remédio para dor de cabeça. Foram cinco dias de sofrimento. O acompanhante da pessoa fica em uma cadeira de plástico ao lado do leito. A maternidade não tem estrutura e as paredes são cheias de infiltrações. Lá está um caos”, complementou, informando ainda que sua companheira fez todo o pré-natal pelo Sistema Único de Saúde (SUS) e que entre os exames obrigatórios está o de detecção do vírus HIV.

“Não temos o que reclamar dos médicos e enfermeiros. Estamos reclamando das condições e de como vão trabalhar sem estrutura”, finalizou.

A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Secretaria de Estado de Saúde (Susam) para comentar as denúncias, mas até o fechamento desta edição não teve a demanda solicitada respondida.

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