Terça-feira, 23 de Abril de 2019
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SOLIDARIEDADE

Industriário usa parte do salário para doar brinquedos a vítimas do incêndio

Renan Barouna, de 21 anos, usou o dinheiro que recebeu como participação nos lucros da empresa para comprar brinquedos e entregar para vítimas. Ideia partiu do filho pequeno


18/12/2018 às 11:28

Parte das famílias que perderam suas casas decorrente do grande incêndio ocorrido na noite de ontem (17), no bairro Educando, zona Sul de Manaus, recebem o acolhimento, serviços de saúde e doações em pontos estratégicos, como na Igreja Nossa Senhora do Perpétuo Socorro localizado na rua Inocêncio de Araújo. 

No local, em meio à tragédia, acabam encontrando pessoas que resolveram doar aquilo que tinham pra ajudar quem mais precisa. Este é o caso do industriário Renan Barouna, 21, que gastou toda participação de lucros que recebeu da empresa na qual trabalha para comprar brinquedos e doar às crianças. "Eu estava na fábrica, trabalho no segundo turno, aí quando cheguei em casa eu recebi essa notícia. Eu vi várias crianças e como estamos no Natal, o meu filho perguntou se a gente podia levar alguns brinquedos. Na hora me veio a ideia e comprei os brinquedos com todo o meu salário.Eu e meu irmão viemos distribuir", disse ele, que levou,em duas grandes sacolas, bolas, bonecas, carinhos, dentre outros.

O proprietário do Modelo, empresa de biscoisos de Manaus, Francisco Esteves, doou de 300 a 400 quilos de variados tipos de biscoitos. "Eu moro próximo aqui na avenida Carvalho Leal e acompanhei o fogaréu mas nao tinha ideia do tamanho das proporções. Eu acho que um pouquinho de cada um nesse momento é muito importante", ressaltou.

Em meio aos atos de solidariedade, as memórias do momento trágico ainda vivem. A vendedora Marivane Beraldo, 34, é mãe de quatro crianças e contou a reportagem o desespeiro que sentiu na hora do incêndio. 

"A gente ouviu o povo gritando: 'Olha o fogo, olha o fogo'. Aí os meus filhos começaram a gritar, saimos dentro de casa correndo, queria voltar para salvar alguma coisa mas não tinha como. Única coisa que consegui pegar foi a minha bolsa e a minha identidade, mas queimou tudo. O meu filho pequenininho ficou em pânico, as minhas filhas estavam gritando pensando que eu estava em casa". 

A autônoma Angela Alves de Sousa,  47, moradora da rua Nogueira, perdeu tudo inclusive seus documentos. Na hora do sinistro, ela estava com os três filhos. 

"Ninguem sabe o que aconteceu de fato, o que sabemos é que foi um fogaréu bem rápido e ninguém teve tempo de nada. O tempo que tivemos foi só mesmo de correr, e o povo ajudando a jogar água e nada", conta.

 

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