Quarta-feira, 27 de Maio de 2020
EFEITO CORONAVÍRUS

Indústrias no AM estão se esforçando para manter empregos, diz presidente da Fieam

Levantamento do IBGE apontou que a produção industrial no Estado teve queda de 11% em março, em comparativo ao mês de fevereiro de 2020



produ__o_2510D24E-DCF7-44CE-8FF0-4A7184FE9B42.jpg Foto: Arquivo AC
14/05/2020 às 17:18

O presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (Fieam), Antonio Silva declarou nesta quinta-feira (14) que a queda generalizada na produção industrial era esperada como reflexo da pandemia do novo coronavírus (Covid-19).

“Mesmo assim a indústria se esforça para manter os empregos. Está bastante difícil, pois, além dessa queda de produção, as empresas têm dificuldades de acesso ao crédito para auxiliar no cumprimento das suas obrigações. Entre os motivos desse impacto negativo na produção destacamos: queda de faturamento, inadimplência dos clientes, cancelamento de pedidos/encomendas, queda da produtividade de mão de obra, entre motivos”, afirmou o empresário.



Levantamento do IBGE apontou que a produção industrial no Estado apresentou queda de 11%

Levantamento publicado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostra que, em março,  a produção industrial no Amazonas apresentou queda de 11%, em relação ao mês anterior, a maior redução mensal dos últimos quatro anos.  O fenômeno não é exclusivo do Estado. A produção industrial recuou nos 15 locais pesquisados pelo órgão na passagem de fevereiro para março. É a primeira vez que isso ocorre desde o início da série histórica, em 2012. O instituto atribui esse resultado aos efeitos do isolamento social no combate à pandemia da Covid-19. No Brasil, até ontem, 13,5 mil pessoas morreram da doença de um total de 196 mil casos confirmados. O país é o 6º com maior número de infectados no mundo. E o quinto em quantidade de óbitos.

Na avaliação do presidente do Centro das Indústrias do Estado do Amazonas (Cieam), Wilson Périco, o desempenho negativo da indústria é resultado das medidas de isolamento social com o fechamento do comércio não essencial, paralisação das atividades nas fábricas para conter a disseminação do vírus e a proibição do tráfego de caminhões em algumas cidades brasileiras, impossibilitando o deslocamento de mercadorias.

“No Amazonas, de fevereiro para março a queda foi de 11%, de março para abril e de abril para maio vai maior. Não é somente aqui. O isolamento social está causando impactos econômicos e sociais no mundo todo e estamos falando isso há muito tempo. Não se trata de priorizar a economia ou a vida. Não existe essa discussão. A vida sempre em primeiro lugar. A pandemia vai passar e vai deixar, infelizmente, perdas: pessoas que perderam suas vidas, empresas que fecharam e vão deixar desempregados”, disse, acrescentando a tendência de crescimento do desemprego no país.

Périco enfatizou que os primeiros impactos da pandemia no setor iniciaram em fevereiro devido à falta de componentes industriais produzidos na China. A Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica (Abinee) divulgou em fevereiro, que cerca de 80% desses insumos utilizados na produção de eletrônicos do Brasil é proveniente da China e de outros países asiáticos, na época a região mais afetada pelo coronavírus.

"A China concentra boa parte da produção de componentes eletrônicos para o mundo. Isso leva a dependência e o impacto que todos nós estamos sentido. Você já tem notícias de países que dizem que vão buscar a autossuficiência e produzir internamente e os que não têm essas condições vão ter mais de um fornecedor ou trazer insumos de mais um país, não vão mais concentrar na China”, completou o presidente do Cieam.

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Repórter de A Crítica

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