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Manaus
INVESTIGAÇÃO

Polícia pedirá mais tempo para investigar duplo homicídio de PMs em Manaus

Inquérito sobre o caso será enviado à Justiça na próxima segunda (14) com pedido de prorrogação. Delegado Josué Rocha agora é quem é responsável pelas investigações 11/01/2019 às 14:48 - Atualizado em 11/01/2019 às 14:51
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Foto: Divulgação
Joana Queiroz Manaus - AM

O inquérito sobre o duplo homicídio dos policiais militares Edizandro Santos Louzada, 30, e Grasiano Monte Negreiros, 36, ocorrido na madrugada do último sábado (5), em Manaus, será encaminhado à Justiça na próxima segunda-feira (14), conforme informou o delegado Josué Rocha, quem está presidindo as investigações. 

A autoridade policial disse que recebeu o inquérito da Delegacia Especializada em Homicídios e Sequestros (DEHS) na tarde da última quarta (9) e tem dez dias para enviá-lo à Justiça, contando a partir da data em que ocorreu o fato. “Nós vamos encaminhar com um pedido de devolução para podermos dar continuidade às investigações”, disse.

O suspeito do crime, o tenente Joselito Pessoa, está preso. O delegado Josué Rocha informou que, até ontem, o major Lurdenilson Lima de Paula, que sobreviveu a um tiro, ainda não foi ouvido. De acordo com Josué Rocha, o estado de saúde dele ainda não oferece condições para prestar depoimento. Lurdenilson levou um tiro que entrou pelas costas e se alojou nas proximidades da coluna vertebral.

O major continua internado no Hospital e Pronto Socorro João Lúcio e as informações oficiais sobre o estado de saúde dele não foram divulgadas pela Secretaria Estadual de Saúde (Susam), que informou que apenas a Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM) poderia fazê-lo. Por meio da assessoria de comunicação, a SSP-AM informou que, a pedido da família, não pode informar nada sobre o estado de saúde do major.

Ontem, a defesa do tenente Joselito, feita pelos advogados Mozart Bessa e Mário Vitor, disse que está aguardando que o inquérito seja encaminhado para a Justiça e que, dependendo do relatório do delegado,  ai pedir que seja feita a reconstituição do crime para explicar o que aconteceu naquela madrugada dentro da viatura descaracterizada de  placa PHO-2296, da 18ª Companhia Interativa Comunitária (Cicom). 

“Se as investigações comprovarem que o nosso cliente fez os disparos que mataram os seus colegas tudo bem, mas caso contrário vamos pedir a reconstituição”, afirmou o advogado Mário Vitor.

PM diz que não lembra de nada

A defesa do tenente Joselito Pessoa afirmou, durante reportagem do Portal A Crítica de ontem que, no momento do fato, ele estava dormindo e não viu nada.   Cinco horas antes, o tenente, os colegas de farda e o borracheiro tinham bebido aproximadamente 37 litros de cerveja.

A bebedeira começou no final da tarde de sexta-feira (4), nas dependências da 18ª Cicom, passou pelo mercadinho “Jesus Me Deu”, no bairro Manoa, pelo bar Alambique, no Tarumã, e terminou nas proximidades do bar “Chaplin”, no bairro Colônia Santo Antônio. O resultado final de tanto álcool foi à morte do cabo Grasiano e do sargento Edizandro. O major e o borracheiro ficaram feridos, mas o tenente Joselito  alega que não lembra o que aconteceu.

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