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Insegurança alimentar aumentou no Amazonas e é a maior entre Estados do Norte, aponta IBGE

De acordo com dados divulgados nesta quinta-feira (18), quantidade e qualidade dos alimentos ofertados no Amazonas caiu entre os anos de 2009 e 2013 18/12/2014 às 16:14
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O nível de segurança alimentar é medido de acordo com a quantidade e a qualidade de alimentos disponíveis para uma família
ACRITICA.COM Manaus (AM)

Os dados da Pesquisa Nacional Por Amostra de Domicílios (Pnad) 2013 – Segurança Alimentar, divulgados nesta quinta-feira (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) demonstraram uma queda da Segurança Alimentar por parte da população do Amazonas. Em 2009, o Estado possuía a segunda mais alta taxa de Segurança entre os Estados das Regiões Norte e Nordeste. Em 2013, ocupou a pior posição entre os Estados do Norte do País.

Em 2013, a pesquisa registrou 967 mil domicílios particulares no Amazonas, destes, 552 mil (57,4%) estavam em situação de Segurança Alimentar (SA). Nestes domicílios moravam 1,9 milhão de pessoas, o equivalente a 51,9% dos moradores em domicílios particulares do Estado. Os 415 mil domicílios particulares restantes (48,1%) se encontravam em algum grau de Insegurança Alimentar (IA), ou seja, tinham alguma preocupação com a possibilidade de ocorrer alguma restrição devido à falta de recursos para adquirir mais alimentos. Nestes domicílios, viviam cerca de 1,8 milhão de pessoas.

A prevalência de domicílios com pessoas em situação de IA leve, ou seja, aqueles que tinham a preocupação quanto ao acesso aos alimentos no futuro, foi estimada em 27,1%, ou, em valores absolutos, 262 mil domicílios, onde 1,14 milhão de pessoas viviam (30% da população residente em domicílios particulares). A proporção de domicílios particulares com moradores vivendo em situação de IA moderada ou grave foi 15,8% (equivalente a 153 mil domicílios). Nestes lares, existiam 687 mil pessoas (18% dos moradores) convivendo com limitação de acesso quantitativo aos alimentos.

Em 2009, a segurança alimentar alcançava 67,2% dos domicílios. Já em 2013 alcançou 57,1% do total de domicílios do Estado, mostrando uma redução em 10 pontos percentuais. No mesmo sentido, naquele ano, a insegurança alimentar moderada ou grave ocorria em 12,9% dos domicílios. Já em 2013 o percentual elevou-se para 15,8%. Em 2009 o Amazonas possuía o segundo maior percentual nem segurança alimentar da Região Norte. Em 2013 o Estado caiu para o pior percentual.

CLASSIFICAÇÃO

Em 2013, pela terceira vez, a PNAD trouxe como investigação suplementar questões que permitem classificar os domicílios brasileiros segundo quatro categorias de condição de segurança alimentar: Segurança Alimentar (SA); Insegurança Alimentar Leve (IL); Insegurança Alimentar Moderada (IM); e Insegurança Alimentar Grave (IG). Esta categorização foi estabelecida segundo os critérios da Escala Brasileira de Insegurança Alimentar (EBIA).

Os domicílios em condição de Segurança Alimentar são aqueles onde seus moradores tiveram acesso aos alimentos em quantidade e qualidade adequadas e sequer se sentiam na iminência de sofrer qualquer restrição no futuro próximo.

Os domicílios com Insegurança Alimentar Leve são aqueles nos quais foi detectada alguma preocupação com a quantidade e qualidade dos alimentos disponíveis. Nos domicílios com Insegurança Alimentar Moderada os moradores conviveram, no período de referência, com a restrição quantitativa de alimento. Por fim, nos domicílios com Insegurança Alimentar Grave, além dos membros adultos, as crianças, quando houver, também passam pela privação de alimentos, podendo chegar à sua expressão mais grave, a fome.

CRIANÇAS E JOVENS

A insegurança alimentar também atinge as crianças e os jovens. No Amazonas 55 mil domicílios com moradores com menos de 18 anos tinham IM - Insegurança Alimentar Moderada. Outros 53 mil tinham IG – Insegurança Alimentar Grave. O conjunto desses domicílios equivale a 16,7% dos do domicílios do Estado.

RENDA, INSTRUÇÃO E ALIMENTAÇÃO

A insegurança alimentar é mais sentida pelos moradores com menor quantidade de anos de estudo. 24,5% dos moradores sem instrução ou com menos de 1 ano de estudo tinham Insegurança Alimentar. Mas, o maior percentual estava no grupo com 1 a 3 anos de estudo (25,7%). Só 10% dos moradores com 11 a 14 anos de estudo declararam ter Insegurança. Entre os que possuíam mais de 15 anos de estudo, apenas 4,1%.

Mostrando que a renda tem influência direta na Segurança Alimentar da população; 75,9% dos moradores com renda mensal domiciliar per capita (por pessoa no domicilio) entre 0 e 1 salário mínimo tinham prevalência de insegurança alimentar. Somente 7,1% dos moradores com mais de 1 salário mínimo domiciliar per capita estavam na mesma situação.


*COM INFORMAÇÕES DA ASSESSORIA

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