Sexta-feira, 26 de Abril de 2019
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Com mais de 200 mil visualizações e quase 10 mil compartilhamentos até o final da manhã deste sábado (4), o vídeo mostra o estudante aplicando golpes de jiu-jitsu no outro adolescente
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Manaus

Instituição afirma que aluno agredido por colega em escola de idiomas não é autista

Escolas informaram também que estão apurando os fatos e prestando apoio às famílias e aos adolescentes envolvidos


04/04/2015 às 18:42

CONFIRA AQUI VÍDEO 

Um vídeo em que um aluno aparece agredindo um colega dentro de uma instituição de ensino de idiomas em Manaus viralizou nas redes sociais e gerou polêmica. Com mais de 200 mil visualizações e quase 10 mil compartilhamentos até o final da manhã deste sábado (4), o vídeo mostra o estudante aplicando golpes de jiu-jitsu e tentando estrangular um colega por causa de um pirulito. Outros alunos presenciam a agressão e, apesar de pedirem para que o colega parasse, riram e filmaram todo o ato de violência.

A aluna que estava gravando o vídeo comenta que o estudante agredido apanhava porque “pegou um pirulito do chão”. No vídeo ela diz, ainda, que “ele iria se arrepender de ter feito aquilo”. A incitação de violência não parou por aí. Nas redes sociais, vários usuários compartilharam o vídeo e prometeram agredir o garoto que aparece batendo no colega. 

Os internautas comentaram que o aluno agredido é autista. No entanto, o Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu), onde o episódio aconteceu, e a Escola Idaam, onde o estudante agredido estuda, afirmaram que a informação não procede. A equipe de reportagem não conseguiu contato com o Lato Sensu, unidade de ensino do outro envolvido.

Vários internautas “juraram vingança”. Um deles escreveu: “quem souber o turno do que bateu, por favor, deixar aqui, estudo lá e estou ‘afim’ de esmagar a cara desse indivíduo”. Outro internauta sugeriu em um comentário que fosse criado um grupo no Whatsapp para combinarem “o dia e a hora que iriam acabar” com o aluno. Uma campanha com o uso da hashtag #NãoéSóumPirulito também está tomando grandes proporções nas redes sociais.

Violência 

Para a psicóloga Iolete Ribeiro, professora doutora da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), a disseminação de preconceito e violência é potencializada pela mídia e as redes sociais colaboram para a divulgação. “Casos como estes sempre aconteceram. Mas hoje tem mais visibilidade por contas dos mecanismos de publicação desses eventos. Houve um aumento em função da mídia, que oferece modelos de todos os tipos de violência para os jovens, e até mesmo a reprodução de preconceito”. 

De acordo com a psicóloga, a escola deve tomar providências e dar oportunidades para que os alunos envolvidos tenham a oportunidade de pensar sobre o que aconteceu, chamando-os para um exercício de reflexão. Porém, grande parte da responsabilidade da educação também parte da família, segundo a especialista. “A família muitas vezes colabora com essa violência quando não se posiciona, não interfere na medida em que as crianças e adolescentes demonstram esse comportamento. A criança não nasce com preconceito, ele aprende a ter preconceito”, ressalta. 

Icbeu apurará os fatos

O presidente do Instituto Cultural Brasil Estados Unidos (Icbeu), Luis Fabian Barbosa, contou que tomou conhecimento do caso e ficou surpreso com o ato de intolerância dentro da instituição. “Somos uma instituição que tem 60 anos de tradição, nunca tínhamos tido uma ocorrência desta natureza. Repudiamos toda e qualquer forma de violência, seja física ou não. Somos uma instituição de educação, nosso propósito é estreitar os laços dos nossos alunos com o mundo”. 

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Segundo Fabian, a escola repudia a violência e trabalha transversalmente a formação do caráter dos alunos com atividades variadas dentro das salas de aula. "Além disso pensamos em várias medidas para a segurança e bem estar dos alunos. Temos fiscais nos corredores e câmeras de segurança. Vamos apurar em que circunstância a agressão aconteceu e como de fato ocorreu. Traçamos uma estratégia para investigar o ocorrido, ouviremos os envolvidos e responsáveis para tomarmos medidas previstas", informou.

Na tarde deste sábado (4), a diretoria do Icbeu divulgou carta aberta comentando o caso.

Idaam prestará auxílio a aluno

Por meio de nota, a assessoria da Escola Idaam informou que a instituição se disponibilizou para o apoio necessário junto ao aluno agredido e seus familiares, deixando o setor jurídico da Instituição a postos para orientações. Eles reforçam que o agressor não é aluno da instituição e que a agressão não ocorreu  nas dependências da escola.

"Reforçamos que as Escolas Idaam abominam qualquer tipo de agressão, independente de qualquer conflito. Não apoiamos, em hipótese alguma, esta violência cometida bem como, a sua divulgação através de qualquer tipo de vídeo, texto, imagem ou outra forma, evitando assim incitar, ainda mais, a violência", afirma a nota.

"Somos educadores e lembrando da nossa responsabilidade com a participação na formação da nossa sociedade e futuro, acreditamos que o fato tenha que ser resolvido entre as Famílias, Instituição onde o fato ocorreu e esferas públicas pertinentes", completa.

"Agradecemos a preocupação de todos e desejamos que o caso sirva como um alerta aos Pais, Escolas e Sociedade quanto a necessidade de acompanhar o cotidiano de nossos jovens, identificando os valores que estão sendo reforçados em sua rotina diária", conclui.




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