Terça-feira, 12 de Novembro de 2019
Manaus

Instituição que cuida de crianças abandonadas e com deficiência em Manaus recebe doação de 1,5t de alimentos

Funcionários de uma empresa de Manaus arrecadaram os donativos durante uma semana, para doar ao abrigo Moacyr Alves



1.jpg Os donativos ainda serão arrecadados até esta sexta (29), quando acontece um arraial na empresa
29/06/2012 às 06:57

A organização não governamental (ONG) Abrigo Moacyr Alves, localizada na Zona Centro Oeste de Manaus, recebeu, na manhã desta quinta-feira (28), 1,5 tonelada de alimentos não perecíveis, doados para 54 crianças portadoras de deficiência e vítimas de abandono, que foram acolhidas pela instituição e recebem tratamento no local.

Os mantimentos foram arrecadados por funcionários da Matsuba do Brasil, durante a 6ª Semana Integrada de Qualidade, Meio Ambiente e Segurança. A arrecadação será concluída hoje, em festa junina da empresa de componentes para motos.



Conforme a assistente social ONG, a maior parte das crianças do abrigo Moacyr Alves tem família, mas sofreu maus tratos e esteve em situação de risco. “Muitas foram encontradas em situação de abandono dentro de casa, porque os pais saíam e as deixavam”, contou.

Ainda de acordo com a profissional, outros casos foram identificados a partir de denúncias. “Depois que encontramos a criança, realizamos um estudo social, a trazemos para o abrigo e incluímos no processo de adoção, quando possível”, falou.

As crianças portadoras de deficiências ainda contam com a assistência de fonoaudiólogos, psicólogos, dentistas, pediatras e profissionais da área de saúde.

Criadas no abrigo
Para a coordenadora de eventos do abrigo, Corina Amaral, muitas crianças são abandonadas devido a problemas financeiros. “Algumas famílias que trazem as crianças à instituição choram e, depois, dão endereços que não existem. Quando vamos procurar essas famílias, descobrimos que o endereço é falso. Então, as crianças crescem aqui”, disse.

Ao longo de 30 anos de funcionamento do abrigo, muitas crianças atingiram a idade adulta. “Aqui temos pessoas de 0 a 44 anos e 74 funcionários que estão divididos em quatro plantões”, contou Corina.

A ONG tem parceria com os conselhos tutelares, o Juizado da Infância e Juventude Cível (JIJ), e a Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência (Seped). As crianças estudam na Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e em escolas municipais”, uma das formas de inserção social delas.

Censo
Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em 2010, 12,7 milhões de pessoas declararam possuir, pelo menos, uma deficiência no País, representando 6,7% da população.

Educação
Quando o assunto é educação, apenas entre 20% a 30% das crianças com deficiências estão matriculadas na escola, sendo a baixa frequência escolar delas a consequência da falta de transporte e da escassez de professores treinados.

 

 


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