Domingo, 18 de Agosto de 2019
H1N1

Butantan concentra esforços para antecipar 1 milhão de vacinas contra H1N1 para o AM

A partir de 13 de março serão 10 milhões de doses contra H1N1 prontas para a avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)



VACINA_FBEFCBE2-00FE-44C4-884F-B812AA324C1B.JPG Vacinas estão em fase de formulação e envase no Butantan. Foto: Sandro Pereira
01/03/2019 às 02:30

Tomar a vacina contra a gripe ainda é o método mais eficaz para se proteger do H1N1. No entanto, há ainda muitas dúvidas a respeito do “prazo de validade” da imunidade. De acordo com o médico infectologista Antônio Magela, da Fundação de Medicina Tropical do Amazonas (FMT-AM), as pessoas que tomaram a vacina na campanha do ano passado estão protegidas contra o H1N1 até a próxima campanha, que no Amazonas será antecipada. O Instituto Butantan, que produz a vacina, afirmou que está concentrando esforços para atender a solicitação do Ministério da Saúde (MS) e disponibilizar 1 milhão de doses da vacina contra gripe para o Estado.

Magela reforça a necessidade de tomar a vacina mais uma vez na campanha desse ano, principalmente aqueles que pertencem aos grupos de riscos (idosos, crianças a partir dos seis meses, grávidas e pessoas com a alguma doença crônica), porque essas pessoas têm o sistema imunológico mais frágil. “A vacina contra a gripe deve ser tomada todos os anos porque os vírus sofrem mutações genéticas de um ano para outro, e, por conta disso, a fórmula da vacina precisa passar por modificações anualmente”, explica acrescentando que existem vírus que estão circulando esse ano que são diferentes dos que circularam ano passado: “Por isso a necessidade de identificá-los (os mais recorrentes) para depois, sim, produzir a vacina, que é segura e eficaz”, explicou.

Em fabricação

As vacinas "versão 2019" ainda não estão sendo oferecidas na rede pública nem nas clínicas privadas. Contudo, o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, assegurou, em reunião com o governador Wilson Lima (PSC), a antecipação da campanha de vacinação para a segunda quinzena deste mês. O MS adiantou que as vacinas serão enviadas imediatamente ao Amazonas tão logo elas estejam disponíveis. A previsão é atender o Estado até, no máximo, a primeira semana de abril.

Além disso, o governo estadual pediu que o número de doses destinadas ao Amazonas seja maior que o lote previsto inicialmente, de 1 milhão e 200 mil doses.

Esforço concentrado

 O Instituto Butantan, de São Paulo, que está trabalhando na produção das vacinas desde outubro do ano passado, informou que concentrou esforços para atender à solicitação do MS para antecipar o fornecimento de 1 milhão de doses da vacina contra gripe para o Amazonas. “O Instituto Butantan está sensível à situação e por meio de um grande esforço de sua equipe de produção, irá atender à solicitação de antecipação de doses de vacina contra a gripe”, afirmou o diretor do instituto, Dimas Tadeu Covas.

Neste momento, a nova vacina se encontra na fase de formulação e envase. A partir de 13 de março terá 10 milhões de doses prontas para a avaliação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

O Butantan iniciou a produção de vacinas em outubro de 2018, assim que a Organização Mundial da Saúde (OMS) divulgou as cepas do vírus em circulação atualmente no hemisfério sul (H1N1, H3N2 e Influenza B). Todo o processo de produção leva cerca de seis a sete meses.

Blog: Socorro Cardoso, pneumologista

 As vacinas são indicadas a partir dos seis meses de vida e não tem limite de idade, tampouco há uma contraindicação formal. Até os que tem alergia a ovo [matéria prima da vacina] podem tomar a dose sob supervisão em um centro de referência.

Os únicos efeitos colaterais da vacina são os mesmos das outras. Pode acontecer uma reação alérgica, por se tratar de um produto biológico. Porém os efeitos mais comuns são dor no local da aplicação, vermelhidão e talvez febre baixa, mas se resolvem com alguns dias.  

Rede privada aguarda vacina

Nas clínicas particulares a expectativa é que as vacinas estejam disponíveis na segunda quinzena de março. 

Segundo Kelly Mattos, proprietária da clínica Imunizar Vacinas, as doses da rede privada são importadas e não têm ligação com os fabricantes nacionais que atendem a rede pública. “As vacinas já estão prontas, pois são produzidas em dezembro e janeiro, mas ainda não estão disponíveis porque devem passar pelo crivo da Anvisa antes de entrar no País”, disse.

“A dose custa em torno de R$ 150, para crianças e adultos. Também não há problema se alguém quiser tomar a vacina antes de completar um ano da dose anterior”, explicou ela.

Efeitos colaterais

Segunda a pneumologista Socorro Cardoso, os efeitos colaterais da vacina são os mesmos das outras. “Pode acontecer uma reação alérgica, por ser um produto biológico. Ou dor no local da aplicação e talvez febre baixa, mas se resolvem com alguns dias’’, explicou.

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