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Manaus
DISCURSO DE ÓDIO

Membro de grupo de Whatsapp denunciado na UEA diz que está sofrendo ameaças

Jovem pede desculpas e afirma que mensagem contra gays e comunistas foi divulgada fora de contexto para denegrir imagem do grupo 28/07/2017 às 18:28
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(Foto: Reprodução)
Tiago Melo Manaus (AM)

Um dos integrantes do grupo de WhatsApp "Juventude Conservadora UEA/ESA", denunciado por estimular agressão de pessoas da comunidade LGBT e comunistas em Manaus, publicou uma nota em sua conta pessoal no Facebook se desculpando pelo transtorno causado e afirmando que, por conta da conversa divulgada fora de contexto, tem sofrido represálias o acusando de homofobia.

Ele diz que está sofrendo ameaças e que as divulgações distorceram o sentido das frases. Segundo o universitário, que não terá sua identidade revelada pelo portal acritica.com*, prints com seu nome foram divulgados por "pessoas mal intencionadas". 

"Pessoas foram em minhas redes sociais buscar informações sobre minha concepção política e religiosa a fim de fortalecerem ainda mais a ideia de que sou homofóbico, que foi pregada no print. Recebi inúmeras ameaças no Facebook, muitos amigos preocupados, familiares. Olhem como uma maldade em forma de manipulação da informação pode ferir, destruir, ou até matar um coleguinha ", disse o universitário.

Segundo ele, os comentários vistos como maldosos e agressivos eram uma brincadeira de parte dos integrantes do grupo que estavam fazendo uma "crítica irônica à extrema direita que adota esse discurso de ódio" e que em nenhum momento os demais integrantes levaram a sério a brincadeira. "É necessário deixar bem claro que no grupo do WhatsApp existiam integrantes homossexuais e héteros. Sempre respeitei e tenho um excelente convívio com amigos que tenho que são gays", afirmou.

De acordo com ele, por conta do grupo ser aberto, com um link de acesso para quem quisesse entrar, surgiu a oportunidade para pessoas mal intencionadas difamarem o grupo divulgando para o público externo partes específicas do texto, o que gerou um "espetáculo", no qual outras pessoas estavam pondo "mais lenha na fogueira" e que, na interpretação dele, só queriam ver o mal acontecer.

"Printaram uma parte especifica que seria o suficiente para denegrir a imagem de alguém. Lá no grupo essa parte da conversa não tinha intenção nenhuma, porém passou a ter quando foi tirada de um contexto e repassada de forma fragmentada", comentou ele, ressaltando que compreende a indignação de quem leu os comentários de forma isolada.

O universitário aconselhou ainda a todos buscarem fontes confiáveis antes de acreditar em qualquer informação. "Sempre antes de divulgar ou julgar uma informação é necessário ter um contexto a respeito, ter confiabilidade no elemento que transmitiu a informação, seja ele um site, uma pessoa, e ouvir todos os lados", disse.

Por fim, o estudante agradeceu o apoio de amigos e a atitude do reitor da Universidade do Estado do Amazonas, Cleinaldo Costa, que se propôs a ouvir todas os envolvidos no caso. "Nunca dei problema para as pessoas em lugar nenhum, pelo contrário, por onde eu passava, estudando ou trabalhando, deixei bons frutos, e contribuições", concluiu.

 

* todas as matérias publicadas sobre este caso pelo portal acritica.com e pelo jornal A Crítica preservaram os nomes das pessoas envolvidas. As assinaturas nas conversas de Whatsapp foram borradas para impedir a identificação

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