Sábado, 22 de Fevereiro de 2020
GUERRA DO TRÁFICO

Inteligência detecta sinais de trégua entre facções em possível união de líderes

Responsável por dezenas de mortes registradas em Manaus, a guerra entre as duas facções criminosas do AM pode estar perto do fim



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11/02/2020 às 20:48

A guerra entre as duas facções que, segundo a polícia, estão por trás de dezenas de mortes registradas em Manaus este ano pode estar perto do fim.

Autoridades policiais confirmaram a A CRÍTICA que monitoramento da inteligência revelou que o principal líder da FDN, José Roberto Fernandes, se aliou ao atual líder do CV no Amazonas, Gelson Carnaúba.



Gestores de unidades prisionais calculam que o CV é predominante em quase todas as unidades prisionais do Amazonas. Até o final da tarde de hoje, a informação era que apenas 30% dos internos do Instituto Penal Antônio Trindade (IPAT) ainda insistiam em continuar membros FDN. “Só não sabemos até quando vão resistir”, disse um dos gestores.


Gelson Carnaúba (esquerda) e Zé Roberto (direita) podem estar se aliando. Foto: Arquivo/AC

Sob controle

Em entrevista concedida na tarde de hoje o subsecretário de segurança Anésio Paiva informou que o sistema prisional está sob controle e fez um balanço positivo das açoes do Gabinete de Crise instalado pelo Governo do Estado.

As três unidades passaram por revistas e nenhum material com entrada proibida foi encontrado. Hoje, uma equipe do Ministério da Justiça chega a Manaus para continuar o pente fino nas cadeias.

Paiva informou que a segurança das muralhas e a guarda externa foram reforçadas assim como o sistema de revista nas entradas das unidades prisionais.

De acordo com Paiva, o sistema de segurança pública saiu na frente após um alerta do sistema de inteligência indicar algumas ações criminosas que deveriam acontecer na cidade. A partir dai, foram delineadas todas as ações preventivas e repressivas para a capital, região metropolitana e sistema prisional.

Resultados

Essas ações, de acordo com o subsecretário, resultaram na apreensão de 12 armas de fogo e na prisão de 20 pessoas que estavam envolvidas com essa situação que a inteligência levantou (e que o secretário não revelou à imprensa).

Paiva informou ainda que as ações do Gabinete de Crise criado não tem prazo para acabar. “Nós estamos com toda a força do sistema de segurança nessas ações. Hoje a noite a Polícia Civil está fazendo operação policial nos bairros onde há maiores índices de homicídio. A população pode ficar calma porque a polícia está nas ruas”, disse.

Repórter de A Crítica

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