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Manaus
Interdição Ponte São Jorge

Interdição de ponte no São Jorge exige paciência dos motoristas e rotas alternativas

Trânsito no local apresentou grande retenção no primeiro dia de interdição da ponte e risco aos pedestres que trafegavam pelo local 15/08/2013 às 07:31
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Por determinação judicial, ponte da Arthur Bernardes ( à direita) foi interditada para a realização de obras de reforma que consumirão R$ 1,4 milhão em 60 dias
Carolina Silva Manaus

Os motoristas vão precisar de paciência ou  adotar “rotas de fuga” para aguentar os transtornos ocasionados pela interdição da ponte sobre o igarapé do Mindu, na rua Arthur Bernardes, bairro São Jorge, Zona Oeste. A ponte ficará interditada durante 60 dias.

Reclamações, buzinadas e tráfego lento foram os reflexos do primeiro dia de interdição para as obras de reforço na estrutura da ponte. Problemas que  são enfrentados pelos condutores que trafegam pela área, pioraram.

Os congestionamentos se tornarão rotina durante os próximos dois meses, principalmente para o condutor que ainda preferir sair do bairro São Jorge em direção ao Centro pela área afetada pela interdição. Com a ponte interditada, a avenida São Jorge passou a ter duplo sentido entre a rua da Cachoeira e a travessa Artur Bernardes.

Para quem tem pressa e é impaciente, uma rota de fuga para o transtorno pode ser a avenida Brasil, na Compensa, também na Zona Oeste. A alternativa vale para quem segue das avenidas Coronel Jorge Teixeira ou São Jorge, em direção ao Centro, e antes escolhia acessar a avenida Constantino Nery pela ponte da rua Arthur Bernardes.

O condutor, na avenida Coronel Jorge Teixeira, pode ainda dobrar ao lado da Escola Municipal Carlos Gomes, na avenida Ipase, para ter acesso à avenida Brasil. Ou seguir pela avenida Pedro Teixeira, bairro Dom Pedro, para chegar à avenida Constantino Nery e seguir em direção ao Centro.

De acordo com a empresa responsável pela obra, LVM Construções LTDA – ME, na etapa inicial será feito “o reforço estrutural no tabuleiro da ponte, muro de arrimo em concreto armado para contenção de aterro nas duas cabeceiras da ponte, proteção nos blocos de concretos e estacas de fundações, guarda-rodas em concreto armado, guarda-corpo em tubo de aço galvanizado, implantação de uma nova iluminação cênica, sinalizações e pintura”.

A 62ª Promotoria de Justiça Especializada na Proteção e Defesa da Ordem Urbanística (62ª Prourb) instaurou uma Ação Civil Pública em 2010 pedindo que Prefeitura de Manaus fizesse obras de reparo e manutenção nas pontes sobre o igarapé do Mindu após constatar problemas que colocavam em risco a vida das pessoas que passam por elas. Além disso, o MPE alertava para a falta de segurança dos moradores do entorno.

O juiz Cezar Luiz Bandiera, da 2ª Vara da Fazenda Pública Municipal do Tribunal de Justiça do Amazonas (TJ-AM), julgou procedente o pedido do MPE.

Problemas para quem anda a pé

Pedestres também enfrentaram transtornos no primeiro dia de interdição da ponte na rua Arthur Bernardes. A dificuldade era para atravessar a avenida São Jorge, que passou a ter duplo sentido entre a rua da Cachoeira e a travessa Arthur Bernardes.

“A maioria dos motoristas finge que nem está vendo as pessoas tentando atravessar”, reclamava a estudante Ana Paula Medeiros, 15, que tentava atravessar o trecho em um dos horários críticos de congestionamento na área, por volta de 11h30.

Muitos pedestres, a maioria moradores do entorno da área interditada, reclamavam da falta de educação dos motoristas e da impaciência. “Para eles, parar por pouco mais de cinco segundos parecer ser cinco minutos”, também reclamou o aposentado Isaías Nascimento, 67.

Agentes do Instituto Municipal de Engenharia e Fiscalização de Trânsito (Manaustrans) passaram a obrigar os motoristas a pararem depois  pedestres reclamaram dos transtornos para atravessarem.

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