Sábado, 20 de Julho de 2019
Ponta Negra dos bacanas

Interditada para banhistas, mas livre para trânsito de lanchas e Jet Skis

Apesar de continuar interditada para os banhistas, a praia acaba sendo usada por pessoas que têm lancha ou jet sky e navegam livremente pelo rio



1.png Enquanto a praia segue interditada para os banhistas por conta do aparecimento de jacarés, donos de lanchas e jet skis se aproveitam para passear no local
10/05/2013 às 08:05

Nada de invasão de banhistas na praia da Ponta Negra, no Tarumã, Zona Oeste, é o que garante a segurança feita pelos Guardas Municipais. Pelo menos para os de poder aquisitivo menor. Quem dispõe de lancha, jet sky ou mesmo pratica algum esporte aquático não sentiu a interdição do local, ocorrida desde o dia 30 de abril por conta da presença de um jacaré que foi capturado no local. Banhistas e soldados do Corpo de Bombeiros alegam que outros dois animais também foram vistos próximos à praia.

No último domingo(05), pelo menos 12 lanchas puderam ser avistadas da praia da Ponta Negra. A situação permaneceu ao longo da semana. Enquanto a população em geral estava na areia, proprietários de embarcações divertiam-se no rio Negro.

Com várias turmas de alunos, o professor de Stand Up Paddle (SUP) , Carlos Araújo, não parou de dar aulas no rio Negro, por conta da interdição. Trata-se de um esporte originário do Havaí que consiste em remar sobre uma prancha. Próximo a  Ponta Negra, a escolinha funciona normalmente e os praticantes saem para remar, chegando à área em frente à praia.

Praticante de esportes aquáticos na Amazônia há 20 anos, o professor acredita que a interdição do local chega algo inusitado. “Já vi muitos jacarés por aqui. Ele é um animal territorialista, que só passa por ali, mas não habita. Sei que já aconteceram muitas coisas  e, por isso, esse cuidado, mas suspeito que a praia não seja pública, por que não existe uma praia que tenha tantas regras quanto essa. É uma praia sitiada”, afirmou Carlos Araújo. Para ele, o fato de ter horário para entrar e sair justifica isso. “Era para ser um balneário público, com algumas regras a serem seguidas como não jogar lixo na praia, essas coisas que estão implícitas ao bom senso, mas não com horário marcado para deixar o local. Um dos grande momentos de contemplação da natureza é o pôr-do sol, mas nem isso é possível, já que tem que deixar o local às 17h”, completou Araújo.

Alguns grupos mais avançados chegam a percorrer até 20 quilômetros, do Tarumã-Açu até a Reserva de Desenvolvimento Sustentável  do Tupé, que cercam o Rio Negro e também são suscetíveis à presença de jacarés.

Mais jacarés foram vistos no local

Outros jacarés foram vistos na praia após a interdição, segundo o tenente Marco Antônio Gama, comandante do pelotão fluvial do Corpo de Bombeiros. “Um deles teria até ameaçado dar um bote no tapume que está separando a primeira etapa da segunda, que está em obras”. No entanto, segundo o tenente, nos últimos dias, não foram registradas a presença de animais. O Instituto Municipal de Ordem Social e Planejamento Urbano (Implurb) confirmou a informação.

O tenente informou ainda que alguns pescadores suspeitam que a aproximação dos jacarés tenha ocorrido por conta das boias de segurança, que imitariam as malhadeiras, onde normalmente eles encontram comida, mas o doutor em Ecologia, Ronis da Silveira, classificou como pouco provável a situação.

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