Publicidade
Manaus
TRANSFERÊNCIA

Interiorização: Manaus recebe 65 venezuelanos que viviam em Roraima

Grupo foi trazido para a capital amazonense nesta manhã em avião da Força Aérea Brasileira; 69 vão para Paraíba e outros 53 para São Paulo 28/08/2018 às 09:28 - Atualizado em 28/08/2018 às 09:30
Show img0017468990 911d40cc 3ca0 4589 bf49 e4b34f062e99
(Foto: Winnetou Almeida)
Carolina Gonçalves - Repórter da Agência Brasil Brasília (DF)

Na manhã desta terça-feira, 65 venezuelanos que viviam em Roraima foram trazido pela Manaus como parte da sexta etapa de interiorização dos imigrantes que cruzaram a fronteira do País, fugindo da crise na Venezuela.  

No total, foram 187 venezuelanos que deixaram Boa Vista (RR) nesta manhã. A maior parte - 69 - foi para João Pessoa (PB), enquanto outros 53 foram levados para São Paulo, em busca de novas oportunidades. Os venezuelanos trazidos para Manaus ficarão em um abrigo, no bairro Petrópolis, zona Sul de Manaus. Clique aqui e veja como é a realidade do espaço onde o grupo vai morar a partir de agora. 

Ao todo, ao longo da semana, serão 278 pessoas transferidas em aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). Na próxima quinta-feira, 60 deles serão levados para a cidade paranaense de Goioerê, 25 para o Rio de Janeiro e quatro para Brasília.

Entre abril a julho deste ano, 820 pessoas foram transferidas de Roraima para sete cidades. A maior parte deles (287) foi encaminhada para centros de acolhimento em São Paulo.

A previsão da Casa Civil da Presidência da República, que tem coordenado a ação, é que, somando os meses de agosto e setembro, a interiorização inclua outros mil venezuelanos. De acordo com o órgão, em setembro, cerca de 400 pessoas devem ser transportadas a cada semana.

Alternativa

A transferência para outras cidades acontece de forma voluntária como uma alternativa para os migrantes que estão vivendo em situação de extrema vulnerabilidade.

A partir da manifestação das cidades que disponibilizam espaços para acolher estas pessoas e do perfil desses abrigos, são identificados os que têm interesse em participar do processo.

Todos os venezuelanos que migram para outras cidades recebem vacina e são submetidos a exame de saúde. A situação deles no país também é regularizada e os migrantes passam a ter CPF (Cadastro de Pessoa Física) e carteira de trabalho.

A ação tem sido feita em parceria entre o governo e organismos internacionais ligados às Nações Unidas, como as Agências para Refugiados (Acnur) e para as Migrações (OIM), além do Fundo de População das Nações Unidas (Unfa) e do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud).

De acordo com a Casa Civil, ainda antes do embarque dos refugiados, os órgãos envolvidos no processo, as autoridades locais e a coordenação dos abrigos definem estratégias para garantir o atendimento de saúde aos refugiados, a matrícula das crianças em escolas nas cidades, a garantia de um reforço para o ensino da Língua Portuguesa e cursos profissionalizantes.

Outra medida é voltada para o setor privado que têm sido motivado a absorver a mão de obra refugiada.

Publicidade
Publicidade