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Manaus
RECOMEÇO

Internos de centros socioeducativos com bom desempenho escolar trabalharão no Sidia

Jovens participarão de uma seletiva e os melhores colocados serão encaminhados para integrar a equipe do instituto que pesquisa e desenvolve soluções digitais inovadoras 16/02/2019 às 09:16
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Foto: Divulgação
acritica.com Manaus (AM)

Internos do sistema socioeducativo do Amazonas, que é administrado pela Secretaria de Estado de Justiça Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), terão novas oportunidades de recomeçar a vida através de uma parceria firmada com o Instituto de Desenvolvimento para a  Informática da Amazônia (Sidia), entidade privada que realiza atividades de pesquisa e desenvolvimento para implementar soluções digitais inovadoras para o mercado local e global. Serão ofertadas vagas de emprego para os alunos com melhor desempenho acadêmico.

O anúncio foi feito na manhã dessa sexta-feira (15), na sede do Departamento de Atendimento Socioeducativo (Dase), durante a cerimônia de abertura do ano letivo, que contou também com a participação de representantes da Secretaria de Estado de Educação (Seduc), Defensoria Pública do Estado do Amazonas (DPE-AM) e Judiciário.

Na ocasião, a titular da Sejusc, Caroline Braz, explicou que os alunos participarão de uma seletiva e os melhores colocados serão encaminhados para integrar a equipe do Sidia. Ela ressalta ainda que, em parceria com a Defensoria Pública, será implementado um projeto de acompanhamento dos egressos depois que eles saem do sistema.

Atualmente, o Centro Socioeducativo Senador Raimundo Parente, Dagmar Feitosa, o Centro de Internação Feminina, a Unidade de Internação Provisória Masculina e Feminina e o Centro Socioeducativo de Semiliberdade Masculino contam com 70 internos.

“O fortalecimento de parcerias é um dos pilares adotados pelo órgão nesta gestão. A nossa proposta, com orientação do governador Wilson Lima, é trazer um sistema mais humanizado, que eduque e ressocialize”, afirma a secretária Caroline. “Precisamos cuidar desses meninos, oferecendo capacitação e oportunidades”, ressalta.

Transformação social

A defensora pública Juliana Linhares, que atua pela Defensoria de Execução de Medidas Socioeducativas, reforça que a educação transforma vidas. "Temos casos de adolescentes que chegaram à audiência sem saber escrever e, depois de passar pelos centros socioeducativos, afirmaram que iriam assinar o termo de liberação porque já sabiam ler e escrever, isso é transformador", conta.

SAIBA MAIS: Do crime para a escola: jovens do AM recomeçam vida em centros socioeducativos

Atividades

Para planejar as atividades que serão realizadas este ano, os professores da Escola Estadual Josephina de Melo, que oferece atividades aos internos do socioeducativo, participaram de uma capacitação e debate sobre o rendimento, atividades, projetos e programas realizados pelo departamento.

Durante a cerimônia, três internos do sistema socioeducativo falaram sobre a experiência vivida por eles nas unidades. Eles agradeceram a atenção recebida no período de internação e também a oportunidade de aprender a ler e a escrever.

A professora Laudicea Melo, que atualmente leciona na Unidade de Internação Feminina, foi homenageada durante o discurso de uma das alunas, e se emocionou com a ação dos estudantes. “Quando esses adolescentes chegam, com dificuldades por conta do tempo que ficaram fora da sala de aula, fazemos de tudo para incentivá-las e temos obtido êxito. Hoje fiquei muito feliz com o reconhecimento do nosso trabalho por parte deles”, disse.

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