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Intervenções viárias em Manaus viraram roleta russa

Soluções antigas e recentes não acompanharam o crescimento da cidade,  muito menos o aumento  da frota de veículos 20/10/2013 às 09:56
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Engenharia de trânsito em Manaus deixa a desejar
Jaíze Alencar Manaus, AM

Para alguns motoristas, entrar e sair na rotatória do complexo viário Gilberto Mestrinho pode ser coisa simples. Para muitos, porém, contorná-lo significa entrar numa roleta russa. O jogo da sorte no local, que deveria ter acabado com a construção da obra, uma das maiores intervenções no trânsito de Manaus dos últimos tempos, não é o único da cidade.

Situações semelhantes, ou talvez mais arriscadas, são verificadas em outros pontos da cidade, como, por exemplo, no complexo viário de Flores, na Zona Centro-Sul, o que faz com que motoristas digam que a roleta russa poderia ser revolvida se o poder público removesse os erros cometidos na engenharia do trânsito da capital.

Na opinião do funcionário público, Antonio Rocha, o tráfego após a rodoviária, mais precisamente no afunilamento das vias, Constantino Nery com a Torquato Tapajós, sentido bairro, ocasiona muitos problemas. “Neste ponto específico, encontramos a deficiência do projeto de engenharia de trânsito de Manaus. Este entrocamento, sem a devida sinalização, tem causado grandes transtornos para motoqueiros e motoristas e, consequentemente, vários acidentes”, conta.

No trecho citado por Antonio Rocha, o risco aumenta quando o motorista faz manobra à direita para acessar a avenida Nilton Lins. Saindo da Constantino Nery, o motorista não tem a visão completa do fluxo que irá encontrar. Assim, precisa contar com a habilidade e a direção defensiva dos outros motoristas.

Para Antonio Rocha, as obras não acompanham o crescimento da cidade. “Na época em que foram realizadas essas mudanças de fluxo por conta da construção do viaduto da rodoviária, solucionou, mas a cidade cresceu, a quantidade de veículos também e a infraestrutura desses pontos não acompanhou o desenvolvimento da cidade”, reforçou.

A autônoma Suelen Oliveira, conta que tem dificuldade para sair do Complexo Viário Gilberto Mestrinho (rotatória do Coroado). “Para entrar no bairro Coroado eu tenho que pedir ajuda de quem vem comigo para colocar o braço para fora e pedir passagem, isso porque a descida do viaduto já é praticamente na entrada da rua que dá acesso ao bairro. Um perigo”, alerta.

Para o motorista profissional José Marques, 52, existem obras que parecem não ter sido planejada. “O risco naquela região da Torquato Tapajós é eminente, e as autoridades só vão tomar providência quando o pior acontecer”, reclamou.

O supervisor de operações, José Batista, conta que a falta de sinalização na saída do bairro Parque Dez, Zona Centro-Sul para acessar o viaduto da avenida Recife, torna aquele trecho uma verdadeira roleta russa. “É cada motorista por si, em horários de pico a situação fica mais complicada ainda”, ressalta.

O diretor presidente do Manaustrans, Paulo Henrique Martins, confirmou que a Prefeitura de Manaus já está desenvolvendo estudos para viabilizar uma melhor fluidez do tráfego nas áreas apontadas na reportagem. Assim que esses estudos forem concluídos, o prefeito Artur Neto deverá apresentar os resultados.

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