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Manaus
NARCOTRÁFICO

Invasão onde PM foi morto recebia comando do narcotraficante ‘João Branco’, diz polícia

Segundo delegado, “soldados” da facção criminosa Família do Norte (FDN) cumpriam as ordens do narcotraficante 01/06/2017 às 15:06 - Atualizado em 01/06/2017 às 15:15
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Foto: Jander Robson
Vinicius Leal Manaus (AM)

A invasão do Buritizal Verde, localizada no bairro Nova Cidade, na Zona Norte de Manaus, onde o policial militar Paulo Sérgio da Silva Portilho, 34, foi morto e enterrado na última sexta-feira (26), era comandada pelo narcotraficante João Pinto Carioca, o “João Branco”. A informação foi confirmada pelo delegado Guilherme Torres, titular do Departamento de Repressão ao Crime Organizado (DRCO), durante coletiva de imprensa na manhã de hoje.

“Conseguimos identificar o modus operandi de uma organização criminosa que está instalada na invasão. Descobrimos que eles utilizam áreas que não fazem parte do plano diretor da prefeitura e que não têm acesso à urbanização e saneamento. Eles ditam as regras e enumeram casas. Foi constatado, e eu posso afirmar com convicção e com provas que nós já temos, que a área era comandada pelo narcotraficante João Branco”, disse Guilherme Torres.

Conforme o delegado, “soldados” da facção criminosa Família do Norte (FDN), criada e comandada por “João Branco”, cumpriam as ordens comandadas pelo narcotraficante. “Identificamos o contato com o João branco, pessoa que ditava as normas na comunidade”, afirmou Guilherme Torres.

Julgamento de ‘João Branco’

O narcotraficante “João Branco” será julgado no próximo dia 30 de junho, a partir das 8h30, em sessão no plenário do Fórum Ministro Henoch Reis, em Manaus. Porém, conforme decisão do juiz Anésio Pinheiro, da 2ª Vara Criminal, o julgamento acontecerá por meio de teleconferência. A Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) que solicitou o julgamento desta forma.

‘Soldados’ da FDN

Entre os membros da facção FDN que atuavam na comunidade e que participaram do assassinato do policial estão Marcos Neves Serra, 19, conhecido como “Já Morreu”. Ele se entregou na sede da Delegacia Geral e confessou participação no assassinato horas após ter sua foto e nome divulgados na imprensa.

“Ele (Marcos) ajudou na abordagem e na rendição do policial e o levou até a ribanceira onde ocorreu a execução”, detalhou o delegado. Ele ‘se tira’ do início do crime, mas temos provas suficientes de que ele participou diretamente da execução do policial”, informou o delegado Juan Valério, titular da Delegacia de Homicídios (DEHS).

Procurado

Outro membro da facção que participou do crime foi Fábio Barbosa de Souza, o “Índio”, que está sendo procurado. Segundo a polícia, “Índio” é natural de Tefé e tem passagem no sistema prisional do Amazonas por tráfico de drogas. Para fazer denúncias, a população pode ligar para o 190 ou 181.

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