Quarta-feira, 24 de Julho de 2019
Invasões na mira

Reintegração de posse na Zona Sul de Manaus deve ocorrer no dia 20

Gabinete de Gestão Integrada vai cumprir um mandado de reintegração de posse, dia 20, numa área da União, que foi invadida, no Distrito Industrial, Zona Sul



Capturar3.JPG Reintegração de posse numa área particular localizada na avenida Riacho Fundo, bairro da União, na Zona Norte (Foto: Euzivaldo Queiroz)
14/12/2016 às 05:00

No próximo dia 20 deste mês, o Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Segurança Pública (SSP) vai cumprir um mandado de reintegração de posse numa área da União, que foi invadida, no Distrito Industrial, Zona Sul, onde aproximadamente 60 casas foram construídas de forma irregular. Será a última ação deste tipo em 2016. A desocupação da ‘Cidade das Luzes’, no Tarumã, Zona Oeste, vai ficar para o início de 2017, assim como as demais invasões em curso na cidade.

De acordo com a secretária do GGI, Zandra Ribeiro, por determinação do secretário de Segurança Pública, Sérgio Fontes, as ações de reintegração de posse serão suspensas a partir do dia 20 e só retornam no dia 4 de janeiro de 2017. “Hoje (terça) nós fizemos esta aqui no bairro União da Vitória e dia 20 vamos fazer a do terreno da Suframa (Superintendência da Zona Franca de Manaus). Depois vamos parar porque o secretário não quer que faça reintegração na época de Natal e ano novo”, disse.

Conforme Zandra, a última área que terá reintegração este ano engloba dois lotes que fazem fronteira com as empresas Intec e Global. Uma parte nova de uma invasão que está consolidada. “Nesse local tem mais ou menos entre 50 e 60 casas”, disse. Ela afirmou que a desocupação na ‘Cidade das Luzes’ só não será feita também porque ainda não foi expedido o novo mandado pela Justiça. “Nós não podemos utilizar o mandado que foi expedido na primeira desocupação, inclusive já estávamos com a operação pronta para ser feita, mas tivemos que suspender”, revelou.

Nesta terça-feira, a secretária do GGI coordenou a reintegração de posse numa área particular localizada na avenida Riacho Fundo, bairro da União, na Zona Norte. Em torno de 70 barracos foram retirados do local por policiais que participaram da operação. A invasão teve início no dia 5 de agosto deste ano. O mandado de reintegração foi expedido no mesmo mês pelo juiz da 19ª Vara Civil e de Acidentes de Trabalho, Rogério José da Costa Vieira, mas só ontem foi cumprido.

Durante a reintegração houve um princípio de confusão, com invasores botando fogo em barracos, mas não teve resistência. Os ex-moradores disseram que iriam voltar a invadir a área, pois não tem dono. “Este terreno estava abandonado e acumulava muito lixo. Era uma lixeira a céu aberto. Só foi a gente limpar a área que apareceu um dono, que nem é dono nem nada, pois ele só é dono de um dos lotes. Não é dos dois”, disse um ex-ocupante que não quis se identificar.

A cozinheira Maria Gracilene da Silva Lima, 50, gastou em torno de R$ 500 para construir um barraco na invasão identificada como ‘comunidade Boa Fé’. De acordo com ela, todos que estavam no local precisam de uma moradia “Todo mundo estava aqui porque tem precisão desse terreno. Nós não temos onde morar. As nossas coisas ficaram jogadas no meio da rua. Não deram tempo para nada. Chegaram derrubando tudo e o mandado que mostraram não tinha nenhuma assinatura”, disse.

Ação coordenada
A reintegração de posse no terreno particular do bairro União da Vitória foi coordenada pelo Gabinete de Gestão Integrada. A ação contou com a presença de policiais militares, da tropa de Choque, Força Tática, além do Corpo de Bombeiros, entre outros.

Resistência
Nesta terça-feira, após a reintegração de posse na área particular localizada na avenida Riacho Fundo, bairro da União, na Zona Norte, os ex-invasores disseram que voltariam ao local. A secretária do Gabinete de Gestão Integrada (GGI) da Secretaria de Segurança Pública (SSP), Zandra Ribeiro, disse que isso é um grande problema. “Eles ficam voltando para ver se cola e o nosso trabalho é como enxugar gelo. Eu falei para o proprietário do terreno para tomar de conta porque senão daqui a pouco eles retornam”.

Zandra falou que esse é o problema da ‘Cidade das Luzes’, no Tarumã, Zona Oeste. “O proprietário não toma conta do terreno por isso volta a ser invadido. Todo lugar que tem nascente é considerado uma APP (Área de Preservação Permanente), mas isso ano tira a responsabilidade do proprietário. Quem tem que tomar de conta é o particular e ele simplesmente se omite e fica difícil de o Estado cuidar de todos os terrenos particulares abandonados. Mas estamos cumprindo determinações. Se sair novo mandado vamos lá tirar o pessoal de novo”.

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