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Manaus
INVASÃO

Invasores de Área de Preservação no Santa Etelvina são retirados do local pela PM

Segundo os moradores, o terreno pertenceria a um homem identificado apenas como “Geraldo Sales”. Já o Comandante de Policiamento Especializado (CPE) da PM, Cleitman Coelho, afirmou que a área é uma APP. 04/04/2016 às 19:59 - Atualizado em 04/04/2016 às 20:34
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A ação gerou resistência e confusão durante todo o dia (Foto: Antônio Lima)
Kelly Melo Manaus (AM)

Dezenas de invasores que há duas semanas estavam tentando ocupar uma Área de Preservação Ambiental (APP) no bairro Santa Etelvina, na Zona Norte, foram retirados à força do local pela Polícia Militar nesta segunda-feira (4). A ação gerou resistência e confusão durante todo o dia.

Moradores disseram que a área, que fica entre as ruas Laranjeiras e Nossa Senhora de Fátima, começou a ser ocupada há duas semanas porque estaria abandonada há 15 anos e como havia muito mato, o local representava riscos a eles.

“Mulheres já foram estupradas nesse terreno e bandidos se escondiam aí. Então decidimos vir para cá para acabar com esse problema”, relatou a dona de casa Nathália Souza da Silva, 48, que durante um confronto entre os invasores e os policiais, foi atingida na perna por uma bala de borracha.

O pedreiro Arnaldo Maidana, 37, também disse que presenciou cenas de agressões aos moradores, por parte dos policiais.  “Até uma mulher grávida foi atingida. Eles estão usando armas letais e não-letais para ameaçar a gente”, disse. Ainda segundo os moradores, o terreno pertenceria a um homem identificado apenas como “Geraldo Sales”.

Crime ambiental

Diferente do que os moradores relataram, o Comandante de Policiamento Especializado (CPE) da Polícia Militar, Cleitman Coelho, afirmou que a área é uma APP. “O Batalhão Ambiental esteve nesse local e verificou que ocupação estava afetando a nascente de um igarapé, além de derrubada de árvores. Isso é crime ambiental e por isso tivemos que intervir, para evitar mais danos ao meio ambiente”, informou ele.

De acordo com o comandante, aproximadamente 30 policiais participaram da ação e tiveram que agir energicamente em algumas situações devido a resistência dos ocupantes do terreno.

Os moradores disseram que ao menos 70 famílias estariam morando no local. As casas que foram erguidas foram derrubadas e os policiais deixaram o terreno no fim da tarde. Eles foram hostilizados pelos moradores.

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