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Manaus
INCERTEZA

Invasores demarcam terreno público e pretendem erguer feira no São José II

A Prefeitura de Manaus informou que planeja a retomada da área, mas não sabe o que vai fazer no local após a desocupação 12/10/2017 às 19:40 - Atualizado em 13/10/2017 às 07:01
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Lotes estão demarcados com cordas e placas com os nomes dos ‘donos’ (Foto: Evandro Seixas)
Álik Menezes Manaus (AM)

O destino de uma área pública abandonada na etapa B do São José 2, na Zona Leste da cidade, é incerto e motivo de preocupação dos moradores do bairro. Na última segunda-feira, o local começou a ser invadido e a pretensão dos invasores é construir uma feira no terreno. A prefeitura informou que planeja a retomada da área, mas não sabe o que vai fazer ali após a desocupação.

No local, os invasores já até demarcaram lotes e afixaram placas com o nome dos “donos” do terreno. A ação tem chamado a atenção de moradores, que temem o aumento da violência na comunidade.

Moradores do bairro, que pediram para não terem os nomes divulgados, disseram que a invasão iniciou na rua 15 A, próxima do antigo terminal das linhas 047 e 075 e se alastrou até a quadra de esportes. Eles afirmam que se a área fosse bem cuidada pelo poder público não seria alvo de invasores.

O local era o único ponto de lazer da comunidade. Agora, o espaço tem apenas uma área extensa com mato alto, lixo, a quadra mal cuidada e postes sem energia. Para os moradores, os invasores disseram que vão construir uma feira ao ar livre e darão uma utilidade ao terreno que foi abandonado há anos.

A CRÍTICA esteve no local, na manhã de ontem, após as denúncias de moradores revoltados com a ação dos invasores, que se recusaram a conversar com a reportagem.

No entanto, a equipe do jornal constatou que a maior parte do terreno público foi loteada, cercada com cordas e placas com os nomes dos invasores foram coladas em cada lote. Em algumas áreas, barracos de compensado começaram a ser construídos e dois desses barracos já funcionam como uma banca de frutas e verduras improvisada.

Ao longo do tempo que a equipe esteve no local, os invasores continuaram limpando os lotes, construindo barracos e demarcando novas áreas, sem se importar com os olhares de reprovação dos moradores mais antigos como a dona de casa Maria Lúcia da Silva, 59.

Maria Lúcia afirmou que um grupo de moradores se reuniu para acionar a prefeitura para que a situação fosse resolvida o quanto antes, mas até a manhã de ontem não havia recebido nenhum retorno.

Outra moradora, que pediu para não se identificar, contou que, na manhã de quarta-feira, um grupo de funcionários da prefeitura e policiais militares estiveram na área invadida conversando com invasores, que não foram retirados do local.

Uso após retirada

Em nota, a prefeitura informou que a área, conforme o cadastro da Gerência de Parcelamento do Solo (GPS) do Instituto Municipal de Planejamento Urbano (Implurb),  é destinada ao uso institucional. A prefeitura informou ainda que acionou o Gabinete de Gestão Integrada do Município (GGIM) para montar devida operação para ordenamento e retomada da área pública, com integração de diversos órgãos e que na quarta-feira a área recebeu a visita de fiscais da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas). O que será feito com a área ainda será analisado pela prefeitura.

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