Quarta-feira, 25 de Novembro de 2020
Manaus

Investidores internacionais mostram interesse em firmar parcerias com Governo e Prefeitura

Se o Governo do Estado e a Prefeitura de Manaus toparem, um grupo de investidores internacionais investirá em parcerias público-privadas para erguer, entre outros projetos, a Cidade Universitária, em Iranduba, e o complexo onde funcionará o Polo Naval do AM



1.jpg Com vista do alto, maqueti reproduz aquilo que será a Cidade Universitária, em Iranduba, projeto que co Governo do Estado, mas sobre o qual recai os olhares de investidores internacionais. Que o diga Milton Filding, do Ewing Group
28/09/2013 às 20:20

Um grupo de investidores internacionais formado por empresas dos Estados Unidos e da África do Sul está disposto a firmar parcerias público-privadas para executar obras do Governo do Estado e da Prefeitura de Manaus. O Grupo tem interesse em bancar a construção de dois grandes projetos em curso – o complexo do Polo Naval, no Puraquequara, e a Cidade Universitária, em Iranduba – com aporte inicial de US$ 1 bilhão. Em troca quer a concessão de uso desses espaços.

A proposta do Ewing Group International foi feita à Secretaria de Estado de Planejamento (Seplan) durante um encontro realizado há cinco meses em Houston, Texas (EUA). A ideia é desenvolver um complexo naval, mineral e de serviços logísticos apontando de início investimentos privados na ordem de US$ 1 bilhão.



Os executivos do Ewing Group estarão em Manaus na primeira semana de outubro para tratarem da proposta com o secretário da Seplan, Airton Claudino, que previamente disse que as propostas do grupo estão sendo avaliadas, considerando as questões de ordem institucional e jurídica frente à formatação de uma possível parceria com os investidores.

De acordo com a parceria, o complexo naval contemplaria a construção de um mega porto, estradas de acesso, infraestrutura de armazém e estoque de cargas e porto do mineroduto, porto de cargas e passageiros.

A construção de um polo naval em Manaus - discutida há pelo menos uma década - está indefinida, uma vez que o Ministério Público Federal (MPF) questiona o impacto ambiental e social que as obras causariam às comunidades tradicionais que vivem à beira do lago do Puraquequara, Zona Leste de Manaus, área escolhida para implantar o projeto.

Cidade Universitária

O Estado do Amazonas deverá investir R$ 300 milhões na área equivalente a 13 mil m² da Cidade Universitária, complexo que vai abrigar as unidades de ensino da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) no município vizinho de Iranduba (a 25 quilômetros de Manaus). O projeto, lançado em julho de 2012, vai abrigar um campus, espaços residenciais, comércio, serviços públicos, eixos viários, áreas de lazer e de turismo. O projeto prevê ainda um hospital universitário, vila olímpica, vila agrícola e um centro tecnológico, além de outros espaços destinados à iniciativa privada, definidos por meio de Plano Diretor para implantação de empreendimentos habitacionais, comerciais e de serviços.

O modelo da cidade universitária proposto pelo grupo segue inspirada no campus de Sugarland, no Texas, e inclui a construção e arrendamento dos espaços de reitoria, moradia estudantil, prédios das faculdades, centro médico, estacionamentos e área comercial e de serviços.

Segundo o Secretário Executivo do APL Naval Offshore, Carlos Araújo, o complexo proposto tem capacidade de atrair em médio prazo investimentos na ordem de US$ 20 bilhões. “As empresas estão aguardando uma posição da Seplan, que atualmente cuida do Polo Naval, porque pensam investimentos também em várias áreas como a Cidade Universitária e a privatização da Cigás”, informou Araújo.


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