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Manaus
brechó erótico

Investigação apura se houve constrangimento a alunos com 'sex shop'

Delegada afirmou que responsáveis por fotografar crianças com objetos eróticos nas mãos também serão investigados 29/08/2016 às 17:00 - Atualizado em 29/08/2016 às 17:02
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Produtos ficaram exibidos para os alunos, que chegaram a posar para fotos / Foto: Divulgação
Isabelle Valois Manaus (AM)

O coordenador do Conselho Tutelar da Zona Oeste de Manaus, Nilson Matos, acompanhado da titular da Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente  da (Depca), Juliana Tuma, realizaram na manhã desta segunda-feira (29) uma visita a Escola Estadual Presidente Castelo Branco, localizada no bairro São Jorge na Zona Oeste da cidade, para conversar e esclarecer com a direção da escola sobre  a venda de produtos eróticos dentro de um brechó que ocorria na quadra esportiva da escola. 

O conselheiro informou que a direção da escola, juntamente com a coordenadora do distrito, informou que um professor de educação física da instituição havia solicitado por meio de ofício, o espaço para realizar um brechó beneficente à comunidade. “O grande problema de todo esse aparato foi quando descobriram a venda de materiais pornográficos de sexy shop. Isso causou constrangimento em alunos, e como houve a divulgação de fotos de alunas junto aos produtos, tivemos que comparecer à escola para realizar uma apuração do caso”, explicou Matos.

Conforme o conselheiro, todos os envolvidos no caso serão ouvidos e em seguida todo o procedimento será repassado para a Depca. “A princípio ainda não podemos dizer o que vai acontecer, pois as partes precisam ser ouvidas”, reforçou. O conselheiro chegou a solicitar da direção uma conversa com o professor envolvido com o evento, mas o mesmo se encontrava de folga no dia de hoje.  "Nossa intenção é descobrir se o responsável pela evento tinha o conhecimento da banca que vendia objetos sexuais. Outra informação que precisamos apurar é pra onde foi destinado o dinheiro do brechó", detalhou.

O conselheiro afirmou que a quadra foi cedida pelo direção da unidade escolar, porém a mesma alega que o evento não foi de responsabilidade da escola. “A escola somente cedeu o espaço para comunidade, e que o único portão aberto da quadra era o que dava acesso a comunidade”, comentou.

A titular da Depca, Juliana Tuma acompanhou o conselheiro na visita à escola. A delegada informou que a Depca irá apurar a conduta, que se enxerga como vexame ou constrangimento que está descrito no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) no artigo 232. “Com o evento, os alunos que são adolescente de alguma forma tiveram um contato com materiais impróprios acessível no horário de escola e até mesmo no ambiente escolar, então estamos apurando para saber se houve uma conduta criminal”, informou.

Agora serão realizadas as oitivas e apuração secundária do caso. De acordo com Tuma, também será investigado quem foi o responsável em realizar o registro fotográfico das adolescentes segurando  uma prótese peniana. “Isso tudo será apurado pela delegacia especializada, que foi acionado na manhã desta segunda-feira pelo conselho tutelar, com o intuito de a gente proteger e apurar se houve uma conduta criminal e as oitivas iniciam a partir de hoje”, disse a delegada.

Os alunos informaram ao A CRÍTICA que o assunto continua a circular pela escola, principalmente nos grupos de whatsapp. Para os alunos, o fato ocorrido sujou a imagem da escola.

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