Publicidade
Manaus
Acidente aéreo em Manaus

Investigação de queda de avião no Parque Dez pode durar mais de 1 ano

Cinco dias após a queda de monomotor em Manaus, nem o dono da aeronave foi ouvido pelas autoridades responsáveis 12/12/2016 às 10:23
Show 45
Acidente aéreo vitimou seis pessoas em Manaus (Foto: Antonio Menezes)
Lucas Jardim

Cinco dias após o acidente aéreo que vitimou seis pessoas em Manaus, Daniel Dias Moreno, proprietário da aeronave que caiu, ainda não foi ouvido pelas autoridades responsáveis pela investigação para falar sobre as causas do desastre.

Daniel Dias Moreno é dono da Moreno Viagens, empresa que possuía o registro do Embraer 720, registro PT-REI, que decolou do Aeroclube de Manaus na última quarta-feira (7) e acabou caindo e explodindo em uma área verde no bairro Parque Dez de Novembro, Zona Centro-Sul de Manaus, após um minuto e meio de voo.

De acordo com o advogado da Moreno Viagens, Jerry Lúcio Dias da Silva Júnior, a empresa já separou toda a documentação requerida pelo Sétimo Serviço Regional de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (Seripa 7).

“Eles nos pediram todos os documentos do vôo e do avião. Estamos esperando que as diligências comecem esta semana. Nos deram umas orientações vagas quanto a isso, mas estamos esperando”, informou.

Jerry Dias reiterou que a aeronave estava em perfeitas condições quando caiu. “O avião tinha feito uma revisão que vale até 2018 e ele foi abastecido na noite anterior ao acidente, literalmente algumas horas antes de levantar vôo. Temos isso documentado”, afirmou.

O representante da Moreno Viagens, Antônio Macedo, disse à imprensa que o avião realizaria um voo particular de 1 horacom destino ao município de Novo Aripuanã, localizado a 227 quilômetros da capital em linha reta, e que a empresa estava entrando em contato com os familiares das vítimas para prestar auxílio.

O VII Seripa confirmou que ainda não ouviu Daniel, mas que as diligências da investigação já haviam começado. O órgão, no entanto, disse que não há um prazo para que o relatório seja finalizado e divulgado, ressaltando que há circunstâncias de acidentes que demoram mais de um ano para serem completamente esclarecidas – período durante o qual as informações não podem ser tornadas públicas.

Queda matou seis pessoas

O Embraer 720 da Moreno Viagens caiu por volta das 7h45 da última quarta-feira (7), pouco após decolar do Aeroclube de Manaus. Seis pessoas morreram: o empresário Jefferson Luiz Juarez; o geólogo do Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) Frederico Cruz, o Fred; o universitário Ruan Lemos e sua filha de 4 anos, Ana Alice Ribeiro da Silva; o engenheiro florestal Henrique Tiez Neto e o comandante da aeronvave João Jerônimo da Silva Neto.

João Neto foi arremessado a cerca de dez metros para fora da aeronave durante a queda. Ele foi a única vítima a não sofrer queimaduras, conforme informou o tenente João Filho, do Corpo de Bombeiros.

Sobrevivente não resistiu

Todas as vítimas morreram no local por conta da queda, com exceção de Jefferson, que chegou a ser socorrido. Ele foi encaminhado ao Hospital Pronto Socorro 28 de Agosto. No entanto, com múltiplos ferimentos e queimaduras em 85% do corpo, ele morreu quatro horas após o acidente.

Publicidade
Publicidade